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Acionamento de autoridades e planos de resposta a crises


O controlador de acesso tem papel essencial nas respostas a situações críticas. Nessas ocasiões, o tempo de reação, a clareza das informações e a capacidade de manter a calma fazem toda diferença. 

Este subtópico apresenta os fundamentos para acionar autoridades e aplicar planos de resposta a crises de forma correta e segura.

1. Importância do acionamento rápido e correto

Quando ocorre uma situação grave — como violência, princípio de incêndio, acidente, ameaça ou qualquer evento fora da normalidade — é fundamental que o controlador saiba identificar quando deve acionar ajuda externa. Acionar tarde demais ou de forma incorreta pode agravar a crise.

Duas regras devem ser sempre lembradas:

  • Acione autoridades apenas quando realmente necessário, conforme orientações do local.
  • Forneça informações claras, objetivas e verdadeiras, sem exageros ou omissões.

2. Identificação do tipo de ocorrência

Antes de acionar qualquer autoridade, o controlador precisa identificar de forma simples o tipo de situação. Alguns exemplos comuns:

  • Emergência médica: pessoa desmaiada, convulsão, sangramento grave.
  • Ocorrência de segurança: invasão, agressão, furto, vandalismo, ameaça.
  • Acidente: colisão de veículos, queda, lesão no ambiente de trabalho.
  • Incêndio: fumaça, cheiro forte de queimado, chamas visíveis.
  • Risco externo: tumultos na rua, protestos, disparos próximos, ameaças externas.

A identificação correta orienta quais autoridades devem ser acionadas e quais protocolos internos devem ser seguidos.

3. Procedimentos para acionar autoridades

O acionamento deve ser feito de forma organizada. O controlador deve seguir estes passos:

  • Avaliar a segurança própria: nunca se aproxima de áreas de risco sem garantia de segurança.
  • Confirmar a natureza da ocorrência: observar, ouvir relatos e recolher informações essenciais.
  • Comunicar imediatamente a liderança interna: supervisor, coordenador ou responsável pelo site.
  • Acionar as autoridades competentes, como:
    • Corpo de Bombeiros
    • Polícia Militar
    • SAMU
    • Defesa Civil
  • Informar dados essenciais na ligação:
    • Localização completa
    • Tipo da ocorrência
    • Quantidade de pessoas envolvidas
    • Situação atual do ambiente
    • Riscos adicionais (fumaça, gás, agressor, vazamento, etc.)

O controlador deve falar com calma, usar frases curtas e evitar interpretações pessoais. Apenas fatos.

4. Comunicação interna durante a crise

Enquanto aguarda o atendimento externo, é fundamental manter a comunicação interna organizada. Isso inclui:

  • Informar o responsável da empresa sobre cada etapa da ocorrência.
  • Atualizar a equipe de segurança e demais setores envolvidos.
  • Registrar as informações principais para facilitar futuras análises.
  • Evitar repassar boatos ou informações não confirmadas.

Uma comunicação interna bem conduzida evita pânico, reduz erros e facilita as ações de resposta.

5. Planos de resposta a crises

Organizações sérias possuem planos de resposta a crises, também chamados de planos de contingência. O controlador de acesso deve conhecê-los e aplicá-los quando necessário. Esses planos podem incluir:

  • Procedimentos para evacuação
  • Protocolos para acidentes com visitantes
  • Rotas de fuga e pontos de encontro
  • Normas para isolamento de áreas
  • Comunicação com gerência e com brigada de emergência
  • Ações para situações de violência ou ameaça

O controlador não deve improvisar. Deve seguir exatamente o que o plano prevê.

6. Conduta do controlador de acesso até a chegada das autoridades

Após o acionamento, o controlador deve:

  • Manter a calma e transmitir segurança às pessoas.
  • Impedir acesso de curiosos ao local da ocorrência.
  • Colaborar com informações quando solicitado.
  • Guardar registros ou evidências, desde que em segurança.
  • Abrir portões, liberar estacionamentos ou orientar equipes externas, conforme instruções internas.
  • Continuar monitorando o ambiente até que a situação seja controlada.

O papel do controlador é apoiar, nunca substituir as autoridades ou equipes especializadas.

7. Registro pós-ocorrência

Após o atendimento da crise, o controlador deve:

  • Registrar o evento no livro ou sistema de ocorrências.
  • Anotar horários, nomes, ações executadas e autoridades envolvidas.
  • Informar detalhes importantes ao responsável do local.
  • Participar de análises posteriores, se solicitado.

Esse registro ajuda a empresa a melhorar os protocolos e evitar novas ocorrências.

Este artigo pertence ao Curso Controlador de Acesso

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