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Regras do acordo ortográfico: aplicação prática da ortografia na área da saúde


O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa é um conjunto de mudanças nas regras de escrita adotadas oficialmente por países que têm o português como língua oficial. Ele foi criado para unificar a ortografia e facilitar a comunicação entre os países lusófonos, como Brasil, Portugal, Angola e Moçambique.

No Brasil, as novas regras começaram a ser adotadas em 2009, com um período de transição até 2016, quando o novo padrão passou a ser obrigatório em concursos, vestibulares e documentos oficiais.

Estudar essas mudanças é importante porque muitas bancas cobraram (e ainda cobram) questões que envolvem o novo Acordo Ortográfico.

O que mudou com o Acordo Ortográfico?

A seguir, vamos apresentar as principais mudanças ortográficas, com explicações simples e exemplos práticos:

1. Fim do trema (¨) em palavras com “gue”, “gui”, “que”, “qui”

O trema deixou de ser usado em palavras com u pronunciado depois de g ou q, como em “linguiça” ou “frequente”.

Mas atenção: o som continua o mesmo, apenas o sinal foi retirado.

  • Antes: linguiça, consequência, tranquilo
  • Agora: linguiça, consequência, tranquilo (Ou seja, a pronúncia continua igual, mas o trema desapareceu)

2. Fim do acento em palavras com “i” ou “u” tônicos após ditongos nas formas verbais

Palavras como “feiúra” ou verbos como “enxaguar” perdem o acento quando o i ou u tônico está depois de um ditongo e na mesma sílaba.

  • Antes: feiúra, enjôo, lêem, vêem
  • Agora: feiura, enjoo, leem, veem

Essas mudanças ocorrem, por exemplo, em verbos como ler, dar, ver e enxaguar, quando conjugados na terceira pessoa do plural.

3. Fim do acento em palavras com “êi” e “ôo” nas formas verbais

Os verbos terminados em -oar e -oer (como perdoar e promover) perdem o acento nas formas do presente do indicativo e do subjuntivo.

  • Antes: perdoo, enjôo, abençôo
  • Agora: perdoo, enjoo, abençoo

A pronúncia não mudou, apenas o acento foi eliminado por padronização.

4. Eliminação do acento em “para” (verbo) – sem alteração

Diferentemente de outras mudanças, o verbo “para” (forma do verbo “parar”) continua com acento para se diferenciar da preposição “para”.

  • Exemplo: Ele pára para descansar. (Hoje: Ele para para descansar.)

Apesar de ainda causar dúvidas, o acento foi removido mesmo com a ambiguidade.

5. Fim do uso do hífen em algumas palavras compostas

Essa talvez seja a parte mais trabalhosa do Acordo Ortográfico, pois envolve muitas regras. Veja os principais casos:

Sem hífen quando o prefixo termina em vogal e a segunda palavra começa com uma vogal diferente:

  • Antes: auto-escola, agro-industrial
  • Agora: autoescola, agroindustrial

Regra prática: vogais diferentes = sem hífen

Com hífen quando há repetição da mesma vogal:

  • Antes: anti-inflamatório
  • Agora: anti-inflamatório

(Aqui o hífen continua, pois o prefixo termina com a mesma letra que a segunda palavra começa)

Sem hífen quando a segunda palavra começa com “r” ou “s” – dobrando essas letras:

  • Antes: contra-regra, anti-social
  • Agora: contrarregra, antissocial

Dobre o “r” ou “s” e retire o hífen

Com hífen quando a segunda palavra começa com “h”:

  • Antes e agora: anti-higiênico, super-homem

E o que não mudou?

  • A escrita de palavras como “ônibus”, “exceção”, “praia” e “língua” não sofreu alteração
  • A pronúncia das palavras permanece igual – o Acordo trata apenas da forma escrita
  • A ortografia continua com regras que precisam ser estudadas, mas agora com menos exceções

Por que isso é importante para concursos?

Porque o uso correto da nova ortografia pode ser cobrado em questões objetivas e discursivas. Além disso, candidatos que escrevem com base nas regras atualizadas demonstram domínio da norma culta, o que é valorizado em qualquer área do serviço público.

Este artigo pertence ao Curso Língua Portuguesa para Concursos Públicos

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