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Como usar as escalas BCS e MCS para ajustar a alimentação do pet
Avaliar visualmente e por meio do toque o corpo do seu animal é uma das maneiras mais práticas de verificar se a alimentação está adequada. Para isso, são usadas duas ferramentas: o BCS (Body Condition Score – Escore de Condição Corporal) e o MCS (Muscle Condition Score – Escore de Condição Muscular). Essas escalas ajudam a identificar se o pet está no peso ideal, abaixo ou acima dele, e se está preservando massa muscular.
O BCS normalmente é representado em uma escala de 1 a 9 (ou de 1 a 5, dependendo do guia utilizado).
- Valores baixos indicam que o animal está muito magro.
- Valores altos indicam excesso de gordura corporal.
- O ideal fica geralmente entre 4 e 5 na escala de 9 pontos, ou 3 na escala de 5 pontos.
Para avaliar, observe o animal de cima e de lado: deve ser possível ver uma cintura levemente definida e palpar as costelas sem dificuldade, mas sem que elas estejam excessivamente aparentes.
Se você precisa pressionar para sentir as costelas, pode haver excesso de gordura. Se as costelas e ossos da coluna estão muito evidentes, há risco de magreza excessiva.
O MCS é utilizado para avaliar a quantidade de músculo, independentemente da gordura. É útil porque alguns animais podem parecer “cheios”, mas na verdade estão perdendo massa muscular — algo comum em idosos ou animais com doenças crônicas.
Para essa avaliação, observam-se áreas como lombar, escápulas e crânio, verificando se há preenchimento muscular ou se as proeminências ósseas estão mais evidentes.
Com essas informações, é possível ajustar as porções de alimento de forma mais consciente.
- Se o BCS indicar sobrepeso, reduzem-se as calorias de forma gradual.
- Se indicar magreza, aumenta-se a oferta de energia ou revisa-se a dieta para garantir nutrientes suficientes.
- Alterações no MCS podem indicar necessidade de dieta mais rica em proteínas de alta qualidade ou avaliação veterinária para descartar doenças.
Monitorar BCS e MCS periodicamente — a cada algumas semanas — ajuda a manter o animal em uma faixa saudável de peso e composição corporal.
Essa prática é simples e previne tanto a obesidade quanto a desnutrição, favorecendo uma vida mais longa e saudável para cães e gatos.