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Declaração de helsinque: conexões entre as versões 2013 e 2024


A Declaração de Helsinque, criada pela Associação Médica Mundial (WMA), é um documento internacional que define princípios éticos para pesquisas com seres humanos. 

No Brasil, a Resolução CNS 466/12 incorpora muitos desses princípios, estabelecendo uma conexão direta entre normas nacionais e internacionais. Compreender essa relação ajuda profissionais e pesquisadores a conduzir estudos de forma ética, segura e reconhecida globalmente.

1. Principais pontos da Declaração de Helsinque

  • Proteção dos participantes: todos os estudos devem priorizar a segurança, saúde e dignidade dos voluntários.
  • Consentimento informado: participação deve ser voluntária e baseada em informações claras e compreensíveis.
  • Avaliação de risco e benefício: pesquisas só devem prosseguir quando os benefícios superam os riscos previstos.
  • Transparência e registro: ensaios clínicos devem ser registrados e resultados divulgados de forma completa e responsável.

2. Atualizações recentes (2013 e 2024)

  • Versão 2013: reforçou a importância do consentimento, da proteção de grupos vulneráveis e da divulgação honesta de resultados, incluindo aqueles negativos.
  • Atualização 2024: enfatiza o uso de tecnologias digitais e dados em pesquisa, orientando sobre privacidade, segurança de informações e governança ética de dados, além de reforçar transparência e justiça na seleção de participantes.

3. Conexão com a Resolução CNS 466/12

O CNS 466/12 incorpora princípios da Helsinque, adaptando-os ao contexto brasileiro, incluindo:

  • Supervisão pelos CEP/CONEP;
  • Proteção de participantes vulneráveis;
  • Consentimento livre e esclarecido documentado;
  • Avaliação contínua de risco e benefício;
  • Transparência e divulgação responsável de resultados.

Essa integração garante que pesquisas conduzidas no Brasil estejam alinhadas com padrões internacionais de ética, promovendo credibilidade e confiança nacional e internacional.

4. Importância prática

  • Pesquisadores brasileiros podem conduzir estudos que respeitem direitos humanos e princípios éticos internacionais.
  • Participantes se beneficiam de maior proteção e clareza sobre seu envolvimento na pesquisa.
  • Facilita publicação de resultados em revistas internacionais e colaboração com centros de pesquisa em outros países.

Este artigo pertence ao Curso Ética na Saúde

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