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Desinfecção de objetos e equipamentos não críticos em hospitais
A desinfecção de objetos e equipamentos não críticos faz parte da rotina diária na unidade de saúde e tem como objetivo reduzir a quantidade de microrganismos presentes nas superfícies.
Esses objetos não entram em contato direto com feridas abertas, mucosas ou com o interior do corpo, mas são manuseados com frequência por profissionais, pacientes e visitantes, o que aumenta o risco de contaminação indireta.
Mesmo não sendo considerados de alto risco, esses itens exigem cuidados constantes para manter o ambiente seguro.
O que são objetos e equipamentos não críticos
São considerados não críticos os objetos que entram apenas em contato com a pele íntegra ou com superfícies do ambiente. Entre os mais comuns, destacam-se:
- Macas.
- Cadeiras e poltronas.
- Mesas de apoio.
- Grades de leito.
- Maçanetas.
- Interruptores.
- Suportes de soro.
- Aparelhos de pressão e termômetros externos.
Por estarem em contato direto com várias pessoas ao longo do dia, esses itens precisam de limpeza e desinfecção frequentes.
Diferença entre limpar e desinfetar nesses casos
Antes de desinfetar qualquer objeto ou equipamento, a limpeza deve ser realizada. A limpeza remove a sujeira visível e resíduos orgânicos.
A desinfecção vem em seguida, com o uso de produto próprio para eliminar ou reduzir os microrganismos que não são removidos apenas com água e detergente.
Portanto, a sequência correta é:
- Limpeza.
- Desinfecção.
Pular a etapa de limpeza compromete a eficácia do desinfetante.
Periodicidade da desinfecção
A frequência da desinfecção varia conforme o uso do objeto e as normas da instituição. Em geral:
- Objetos muito manipulados devem ser desinfetados várias vezes ao dia.
- Equipamentos de uso coletivo exigem desinfecção após cada utilização.
- Superfícies de quartos devem ser desinfetadas ao menos uma vez por turno.
Essas orientações costumam constar nos protocolos da unidade.
Produtos utilizados na desinfecção
Somente produtos autorizados pela instituição devem ser utilizados. Entre os mais usados estão:
- Desinfetantes hospitalares.
- Álcool a 70%, quando indicado.
- Soluções à base de cloro, em situações específicas.
Cada produto possui um tempo de ação que deve ser respeitado para garantir a eficiência.
Procedimento básico de desinfecção
A desinfecção de objetos e equipamentos não críticos deve seguir uma sequência simples e organizada:
- Colocar os EPIs indicados.
- Remover a sujeira com pano e detergente.
- Enxaguar, quando necessário.
- Aplicar o desinfetante conforme orientação.
- Aguardar o tempo de ação do produto.
- Secar a superfície, se indicado.
- Descartar corretamente o material utilizado.
Esse procedimento reduz a chance de falhas na higienização.
Cuidados durante a desinfecção
Alguns cuidados devem ser sempre observados:
- Nunca misturar produtos de limpeza.
- Não reutilizar panos contaminados sem higienização adequada.
- Evitar respingos e inalação de vapores.
- Não utilizar o equipamento antes do tempo de ação do desinfetante.
- Comunicar à liderança qualquer irregularidade observada.
A atenção aos detalhes evita riscos ao próprio trabalhador e às demais pessoas.
Importância da desinfecção de itens não críticos
Mesmo não sendo classificados como de alto risco, esses objetos participam ativamente da cadeia de transmissão de microrganismos. A desinfecção correta:
- Reduz a contaminação cruzada.
- Contribui para a prevenção de infecções.
- Aumenta a segurança do paciente.
- Protege os profissionais de saúde.
- Preserva a organização e a higiene do ambiente.
Pequenas falhas na desinfecção podem gerar grandes consequências dentro de uma unidade de saúde.