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Diferença entre fazer o certo e fazer o melhor possível na prática da saúde


Na área da saúde, muitas vezes não existe apenas uma resposta pronta para um problema. Por isso, é importante diferenciar o que significa “fazer o certo” e o que significa “fazer o melhor possível” em cada situação. 

Essa distinção ajuda a compreender como os profissionais tomam decisões diante de limitações práticas, recursos disponíveis e necessidades do paciente.

Fazer o certo

Quando falamos em “fazer o certo”, estamos nos referindo a uma conduta que segue princípios éticos reconhecidos, leis, normas institucionais e códigos de conduta profissional. 

É o caminho que garante que a decisão não fira direitos, não cause danos desnecessários e esteja em conformidade com o que a sociedade e a profissão esperam. Por exemplo: respeitar o consentimento do paciente antes de um procedimento é “fazer o certo”, porque corresponde a um direito básico da pessoa.

Fazer o melhor possível

Já “fazer o melhor possível” significa agir dentro das condições reais disponíveis. Nem sempre o profissional dispõe de todos os recursos, tempo ou estrutura ideais. Nesses casos, o desafio é buscar a solução mais adequada e segura possível, mesmo que não seja perfeita. 

Imagine um hospital em que não há todos os equipamentos de ponta: o profissional deve, ainda assim, oferecer um atendimento digno, utilizando os recursos que existem de maneira responsável.

A diferença na prática

Enquanto “fazer o certo” aponta para um ideal normativo, “fazer o melhor possível” reconhece a realidade concreta, com suas limitações. Na prática, o profissional precisa unir as duas perspectivas: respeitar as regras e princípios (o que é certo) e, ao mesmo tempo, adaptar-se às condições específicas (o melhor possível).

Exemplo ilustrativo

Um médico de pronto-socorro que atende vários pacientes ao mesmo tempo pode não conseguir dar atenção longa e detalhada a cada um deles. O “certo” é oferecer um atendimento completo e individualizado. 

Porém, diante da urgência e da fila de espera, ele fará “o melhor possível”: priorizar casos graves, agir com clareza nas informações e organizar o tempo de modo a não deixar ninguém sem assistência.

Este artigo pertence ao Curso Ética na Saúde

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