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FUNÇÕES E SINAIS VITAIS
Quais são as funções vitais?
As funções vitais referem-se às funções necessárias para manter a vida dos seres e, no caso do atendimento de primeiros socorros, aquelas que merecem maior atenção são as exercidas pelo cérebro e coração. Tais órgãos executam trabalhos físicos e químicos para que o ser humano permaneça vivo.
Cada órgão é constituído por tecidos que, por sua vez, são formados por células que tiram os nutrientes do meio onde se encontram para, posteriormente, devolver os produtos finais de sua atividade metabólica. Tal atividade é controlada pela membrana plasmática cuja permeabilidade seletiva permite a troca apenas daquilo que é necessário para o organismo.
A igualdade das concentrações de componentes é permitida pela densa rede de vasos capilares. Cérebro e coração, assim como os demais órgãos, são percorridos por estes vasos sanguíneos por onde corre o sangue arterial e o venoso. O primeiro é rico em nutrientes e oxigênio enquanto o outro transporta gás carbônico e catabólitos.
Diversos órgãos são responsáveis por tratar e manter o sangue com as características necessárias para a vida:
Os rins auxiliam no equilíbrio hidroeletrolítico do corpo e na eliminação de substâncias tóxicas.
O aparelho digestivo leva para o sangue substrato orgânicos, agentes metabólicos e vitaminas.
O fígado sintetiza e modifica a composição do sangue, auxiliando também na excreção de substâncias tóxicas.
O pulmão fornece oxigênio e remove os gases resultantes da respiração.
O coração bombeia o sangue pelo corpo possibilitando sua chegada a todos os órgãos.
As funções vitais do corpo são controladas pelo Sistema Nervoso Central – SNC, composto por células especializadas, organizadas e de algo grau de complexidade. Esse órgão é muito sensível à falta de oxigênio, provocando alterações funcionais, fator para análise preponderante nos casos de primeiros socorros.
Assim, é importante saber que a hipóxia (falta de ar) prolongada acarreta na morte do SNC em aproximadamente três minutos e, em consequência, a falência geral dos órgãos do corpo. Por isso, o funcionamento satisfatório dos controles centrais dos mecanismos vitais depende da verificação dos indicados dos chamados sinais vitais.
O que são os sinais vitais
Os sinais vitais são os indicadores de que, como o próprio nome já diz, existe vida naquele organismo. Em outras palavras, são reflexos ou indícios que permitem concluir sobre o estado geral de um indivíduo. No corpo humano, os sinais relacionados ao funcionamento corporal são a temperatura, pulso, respiração e pressão arterial.
Facilmente identificados, os sinais vitais podem orientar o diagnóstico inicial e acompanhar a evolução do quadro clínico de uma vítima. Mediante a sua ausência, por exemplo, é possível identificar que há alterações nas funções vitais do corpo, como será visto adiante. O reconhecimento desses sinais da suporte, rapidez e agilidade o salvamento de vidas.
Temperatura e pulso
A temperatura corporal é o resultado do equilíbrio térmico entre a perda e o ganho de calor pelo organismo. Trata-se de um importante indicador da atividade metabólica porque o calor resultado das atividades metabólicas é propagado pelo tecido e sangue circulante. Diversos fatores contribuem para que haja alterações e flutuações de temperatura, como:
a prática imediata de exercícios físicos
processo de digestão
modificações na temperatura ambiente
estado emocional
Normalmente, a variação normal da temperatura corporal não ultrapassa um grau Celsius, considerando estado de saúde perfeito. Pela manhã, naturalmente, a temperatura corporal é mais baixa, sendo levemente alterada no final da tarde. A temperatura média normal varia de 35,9 a 37,2ºC, conforme pode ser visto no quadro abaixo:
Em situações de variação de temperatura, o sistema termorregulador corporal trabalha estimulando a perda de calor quando há calor excessivo e acelerando os fenômenos metabólicos no frio para compensar a perda de calor. Por isso, dizemos que o homem é um ser homeotérmico por manter a temperatura constante frente a fatores externos.
Quanto às mulheres, em período menstrual, existe pequena elevação de temperatura após a ovulação. O mesmo é observado no primeiro trimestre da gravidez. Mas, voltando aos primeiros socorros, a avaliação da temperatura é uma das maneiras de identificar o estado de uma vítima, já que emergências podem contribuir para alterações.
Perda de calor
O corpo humano perde calor através dos seguintes processos:
Eliminação: fezes, urina, saliva e respiração.
Evaporação: quando associada à eliminação, a evaporação pela pele (perda passiva) permitirá a perda de calor em elevadas temperaturas.
Condução: troca de calor entre o sangue e o ambiente. Quanto maior a quantidade de sangue circulante sob a pele, maior a troca de calor com o meio. O aumento da circulação explica o avermelhamento da pele (hipermia) quando no estado de febre.
Febre
A febre é conceituada como a elevação da temperatura do corpo acima da média normal e ocorre quando a produção de calor do corpo excede a perda. O mecanismo que regula a temperatura corporal é o hipotálamo, na região cerebral, e pode ser diretamente afetado por tumores, infecções, acidentes vasculares ou traumatismos.
A febre, então, pode ser vista como um sinal de que algo não está bem e o corpo reage em defesa. Os sintomas da febre incluem perda de apetite, mal estar, pulso rápido, sudorese, respiração rápida, hiperemia cutânea, dor de cabeça e calafrios. Podemos considerar um paciente febril quando sua temperatura corporal ultrapassar 39ºC.
E como agir nesses casos? Primeiro, aplique compressas úmidas na testa, cabeça, pescoço, axilas e virilhas. Essas são as áreas por onde passam os grandes vasos sanguíneos. Em um adulto, submeta-o a um banho frio ou, se isso não for possível, como em acidentes, cubra-o com coberta fria.
Também é válido usar compressa fria aplicada sobre grandes estruturas vasculares superficiais quando a temperatura corporal está muito elevada. Drogas antipiréticas como aspirina, dipirona e acetaminofeno são muito eficientes na redução da febre que ocorre devido a afecções no centro termorregulador do hipotálamo.
Porém, esses medicamentos só devem ser usados após o diagnóstico da causa da febre. Portanto, o leigo só deve preocupar-se em atender os sintomas de febre e suas complicações, e não dirigir-se para identificar quais são as suas causas. Isso, nos momentos de primeiros socorros em traumas graves, por exemplo.
Procedimentos para verificação da temperatura
A temperatura corporal é medida por meio de termômetros (de mercúrio ou digitais) colocados, durante alguns minutos, com a extremidade que contém o bulbo (no primeiro caso) nas seguintes regiões do paciente:
Oral ou bucal: o termômetro deve ficar por cerca de três minutos, sob a língua, com o paciente sentado, semi-sentado (reclinado) ou deitado. Não pode ser feita em vítimas inconscientes, crianças que acabaram de ingerir líquidos (frios ou quentes), após a extração dentária ou inflamação na cavidade oral.
Axilar: é a mais sujeita a fatores externos. O termômetro deve ser mantido sob a axila seca, por 3 a 5 minutos, com o acidentado sentado, semi-sentado (reclinado) ou deitada. Não é feita em vítimas de queimaduras no tórax, processos inflamatórios na axila ou fratura dos membros superiores.
Retal: é a mais precisa por sofrer menos interferência de fatores externos. O termômetro deverá ser lavado, seco, lubrificado com vaselina e mantido dentro do reto por 3 minutos com o acidentado em decúbito lateral, com a flexão de um membro inferior sobre o outro. Não é feita em vítimas que tenham tido intervenção cirúrgica no reto, abscesso retal ou perineorrafia.
É importante mencionar que o acidentado com febre, muito alta e prolongada, pode ter lesão cerebral irreversível. A temperatura corporal abaixo do normal pode acontecer após depressão de função circulatória ou choque. E quando não há termômetro no local? A temperatura é medida pelo tato, o que não é recomendável pela imprecisão.
Bom, já falamos bastante quanto a febre, mas e o pulso? O pulso é a ondulação exercida pela expansão das artérias seguida por uma contração do coração. Em outras palavras, nada mais é que a pressão exercida pelo sangue contra a parede arterial em cada batimento cardíaco.
O pulso pode ser percebido sempre que uma artéria é comprimida contra um osso. A onda de distensão provocada pela pressão é perceptível pela palpação de uma artéria e se repete com regularidade, segundo as batidas do coração. Os locais mais comuns para obtenção do pulso são nas artérias carótida, radial, femoral e braquial.
A verificação pode ser feita, ainda, através da ausculta cardíaca com o auxílio de um estetoscópio e denominamos pulso apical. Na checagem do pulso, deve-se observar a sua frequência, ritmo e volume. Os índices normais de pulso para homens, mulheres, crianças e bebês são:
Homem: 60 a 70 bpm
Mulher: 65 a 85 bpm
Criança: 80 a 120 bpm
Bebê: 100 a 160 bpm
Os números, entretanto, podem apresentar variações conforme a frequência, regularidade, tensão e volume. Veja como é cada situação:
a) Regularidade (alteração de ritmo): Pulso rítmico - normal / Pulso arrítmico - anormal
b) Tensão
c) Frequência (relacionada a idade)
d) Volume: Pulso cheio: normal / Pulso filiforme (fraco): anormal
Existe uma relação direta entre a temperatura do corpo e a freqüência do pulso. Em geral, exceto em algumas febres, para cada grau de aumento de temperatura existe um aumento no número de pulsações por minuto (cerca de 10 pulsações). Quando há alteração na frequência do pulso, é importante verificar como anda a quantidade de fluxo sanguíneo.
Os batimentos do pulso podem ser elevados pela atividade digestiva, exercícios físicos, banhos frios, excitação emocional ou qualquer estado de reatividade do organismo. Porém, há situações nas quais ocorre o contrário, ou seja, a redução da pulsação. É o caso dos desmaios.
Como medir o pulso
Medindo a pulsação, é possível identificar se a circulação e o funcionamento do coração estão normais ou não. Ao contrário da temperatura ou pressão arterial, a aferição do pulso é feita com facilidade e sem a exigência de equipamentos específicos. Veja como fazer seguindo os passos abaixo:
acomode o braço do acidentado em posição relaxada;
use o dedo indicador, médio e anular sobre a artéria escolhida para sentir o pulso, fazendo uma leve pressão sobre qualquer um dos pontos onde se pode verificar facilmente o pulso;
não use o polegar para não correr o risco de sentir suas próprias pulsações;
conte no relógio as pulsações num período de 60 segundos. Neste período, deve-se observar a regularidade, a tensão, o volume e a freqüência do pulso;
É importante não fazer pressão forte sobre a artéria, pois isto pode impedir que os próprios batimentos cardíacos sejam aferidos.
Diferentes tipos de pulso
o pulso radial pode ser sentido na parte da frente do punho. Use as pontas de dois a três dedos levemente sobre o pulso da pessoa do lado correspondente ao polegar.
pulso carotídeo é o pulso sentido na artéria carótida que se localiza de cada lado do pescoço. Posicionam-se os dedos, sem pressionar muito, para não comprimir a artéria e impedir a percepção do pulso.
Respiração e Pressão Arterial
A respiração refere-se a entrada de oxigênio na inspiração e a eliminação de dióxido de carbono através da expiração. É a sucessão rítmica de movimentos de expansão e retração pulmonar para efetuar trocas gasosas entre a corrente sanguínea e o ar nos pulmões. A respiração é comandada pelo Sistema Nervoso Central de forma automática e voluntária.
O processo permite a ventilação e a oxigenação do organismo, o que só ocorre através das vias aéreas desimpedidas. Portanto, a observação e identificação do estado da respiração de um acidentado de qualquer tipo de afecção é conduta básica no atendimento de primeiros socorros, já que doenças, problemas clínicos e acidentes podem alterá-lo.
A obstrução das vias aéreas pode ser ocasionada por meio de secreções, vômito, corpo estranho, edema e a própria língua. A obstrução produz asfixia que, se prolongada, resulta em parada cardio-respiratória. A respiração pode ser classificada entre superficial ou profunda, regular ou irregular e pela frequência (movimentos respiratórios por minuto).
A frequência respiratória deve ser avaliada mediante índices normais da respiração, que são:
Homem: 15 a 20 movimentos respiratórios por minuto
Mulher: 18 a 20 movimentos respiratórios por minuto
Criança: 20 a 25 movimentos respiratórios por minuto
Lactente: 30 a 40 movimentos respiratórios por minuto
Para verificar a frequência respiratória, é necessário contar o número de vezes que uma pessoa realiza os movimentos combinados de inspiração e expiração em um minuto (01 inspiração + 01 expiração = 01 movimento respiratório). A contagem é feita observando a elevação do tórax (mulher) ou abdome (homem ou criança).
Também é comum proceder com a aferição contando as saídas de ar quente pelas narinas. São empregados termos específicos para definir as alterações dos padrões respiratórios, tais como:
Eupnéia: respiração normal, com movimentos regulares, sem dificuldades;
Apnéia: é a ausência dos movimentos respiratórios;
Dispnéia: dificuldade na execução dos movimentos respiratórios;
Bradipnéia: diminuição da frequência respiratória;
Taquipnéia: aumento da frequência respiratória.
Vários fatores podem alterar os valores normais da respiração como exercícios físicos, medicamentos, fatores emocionais ou temperatura do banho, portanto, é importante que o socorrista saiba reconhecer estas alterações.
Quanto a pressão arterial, devemos ter um pouco mais de cautela para tratar do assunto. Seu conceito define-se pela pressão do sangue que depende da força de contração do coração, do grau de distensibilidade do sistema arterial, da quantidade de sangue e sua viscosidade.
No adulto normal, a pressão arterial varia da seguinte forma:
Pressão arterial máxima ou sistólica - de 100 a 140 mm Hg (milímetros de mercúrio)
Pressão arterial mínima ou diastólica - de 60 a 90 mm Hg
A pressão varia com a idade, por exemplo: uma pessoa com a idade entre 17 a 40 anos apresenta a pressão de 140 x 90. Já entre 41 a 60 anos, apresenta pressão de 150 x 90 mm de Hg.
A pessoa com pressão arterial alta sofre de hipertensão e apresenta, dentro de certos critérios de medição, pressão arterial mínima acima de 95 mm Hg e pressão arterial máxima acima de 160 mm Hg. A pressão muito baixa (hipotensão) é aquela em que a pressão máxima chega a baixar até a 80 mm Hg.
Algumas condições podem alterar a pressão arterial, conforme é descrito no quadro abaixo:
Aferição da pressão
Não é recomendável instruir leigos na aferição de pressão, uma vez que os resultados dependem de aparelho específico. No entanto, traçamos algumas noções iniciais para efeitos de informação:
Posição da pessoa: Sentada, semi-sentada (reclinada) ou deitada (melhor posição):
Material: Esfigmomanômetro e estetoscópio
Técnica:
a) Tranqüilizar a pessoa informando-a sobre a medição de pressão.
b) Braço apoiado ao mesmo nível do coração para facilitar a localização da artéria braquial.
c) Colocar o manguito ao redor do braço, a cerca de 4 dedos da dobra do cotovelo. Prender o manguito.
d) Fechar a saída de ar e insuflar até que o ponteiro atinja a marca de 200 mm Hg. Pode ser necessário ir mais alto.
e) Posicionar o na artéria umeral, abaixo do manguito e ouvir se há batimentos.
f) Abrir a saída de ar lentamente e ouvir os batimentos regulares
g) Anotar a pressão indicada pelo ponteiro que será a Pressão Arterial Máxima.
h) A pressão do manguito vai baixando e o som dos batimentos muda de nítido desaparecendo. Neste ponto deve-se anotar a Pressão Arterial Mínima. Às vezes o ponto de Pressão Mínima coincide com o desaparecimento do som dos batimentos.
Primeiros socorros básicos
Uma pessoa com hipertensão deverá ser mantida com a cabeça elevada; acalmada; reduzir a ingestão de líquidos e sal e ficar sob observação permanente até a chegada do médico. No caso do hipotenso, deve-se promover a ingestão de líquidos com pitadas de sal, deitá-lo e chamar um profissional de saúde.
O que são os sinais de apoio
Em primeiros socorros, além dos sinais vitais básicos mencionados nesta unidade, também devemos considerar os chamados sinais de apoio. Eles são emitidos em função do estado de funcionamento dos órgãos vitais, por exemplo, em casos de alterações por hemorragia, parada cardíaca, entre outros. Sua evidência torna-se maior com o agravamento do estado.
Os principais sinais de apoio observados em uma ocorrência são dilatação e reatividade das pupilas, cor e umidade da pele, estado de consciência, motilidade e sensibilidade do corpo. Vamos conhecer cada um deles?
Dilatação e reatividade das pupilas
A pupila é uma abertura localizada no centro da íris, aquela parte colorida do olho. Sua principal função é controlar a entrada de luz no olho para a formação das imagens que vemos. Uma propriedade importante da pupila é sua capacidade de dilatação e reatividade das pupilas, um sinal de apoio importante nos casos de primeiros socorros.
A alteração da pupila é devida a condições de luz e, também, do organismo. Quando exposta à luz, a pupila se contrai. Se há pouca ou quase nenhuma luz, ela se dilata ou fica aberta. O último sinal indica que o cérebro não está recebendo oxigênio, com exceção no uso de colírios midriáticos (usados para exames oftalmológicos) ou certos envenenamentos.
Stress, tensão, parada cardíaca, medo e a iminência do estado de choque também provocam alterações nas pupilas. Outros fatores são o abuso de drogas, traumatismo crânio-encefálico e intoxicação. E como proceder para observar a reação da pupila, especialmente em casos de primeiros socorros?
Devemos observar as pupilas de um acidentado em posição contra a luz de uma fonte lateral, de preferência com o ambiente escurecido. Se isso não for possível, o ideal é olhá-las pupilas contra a luz ambiente. De qualquer forma, um dos pontos que devem ser observados é o seu diâmetro delas. Confira na tabela:
Cor e umidade da pele
A cor e a umidade da pele também são sinais de apoio muito úteis no reconhecimento do estado geral de um acidentado. Dependendo da situação, uma pessoa pode apresentar a pele pálida, cianosada ou hiperemiada (avermelhada e quente). A pele pode também ficar úmida e pegajosa.
A cor e a umidade da pele devem ser observadas na face e nas extremidades dos membros, onde as alterações se manifestam primeiro. Alterações quanto a umidade podem ser melhor observadas no antebraço, face e na barriga. Para compreender melhor, confira a tabela abaixo:
Estado de consciência
Mais um sinal de apoio de extrema importância no atendimento aos primeiros socorros. Ao nos deparamos com uma pessoa acidentada, a vítima pode estar em estado de consciência plena, quando é capaz de informar com clareza sobre o seu estado físico. Trata-se do nível de lucidez que a permite perceber o ambiente que a cerca.
Neste estado, o acidentado permanece com seus sentidos ativos, bem como responde aos estímulos sensoriais. Porém, em boa parte das situações, podemos encontrá-lo inconsciente, em coma, ou apresentando sinais de apreensão excessiva, olhar assustado, face contraída e medo. Neste caso, definimos que ele não está em estado de consciência.
A situação pode ser resultante por diversos fatores, como estado de choque, desmaio, paradas cardíaca ou respiratória, convulsões, intoxicação por drogas, alcoolismo e outras circunstâncias relacionadas a saúde e lesões. Assim como são variadas as situações, também o são a profundidade da inconsciência.
Quando a vítima sofre uma síncope ou desmaio, há uma súbita e breve perda de consciência e redução de seu tônus muscular. O estado de coma, por sua vez, caracteriza-se pela perda de consciência profunda e prolongada. O quadro pode significar redução gradativa de estímulos dolorosos ou perda dos reflexos.
Motilidade e sensibilidade do corpo
Se uma pessoa, mesmo em seu estado de consciência, apresenta dificuldades em sentir ou movimentar alguma parte de seu corpo, algo está errado. Portanto, a sensibilidade e motilidade (ou falta delas) no corpo é um sinal de apoio que nos fornece informações de suma importância sobre o estado geral do indivíduo.
Indicam, por exemplo, uma paralisia da área, lesões do nervo, membro, medula espinhal, nervo periférico (facial) ou até cerebral. Vejamos cada uma de forma detalhada. Incapacidade de movimentação do membro superior após determinados movimentos indicam paralisia de área.
Quando a incapacidade afeta membro superior após um acidente, a suspeita é de lesão no nervo do membro. Por outro lado, uma lesão na medula espinhal apresenta, como sinal, a falta de movimentação dos membros inferiores. Quando há algum desvio da comissura labial, o canto da boca, a suspeita é de lesão cerebral ou no nervo periférico facial.
Nesse caso, em específico, é interessante pedir que a vítima sorria. Se o sorriso apresentar-se torto ou só de um lado, o quadro pode ser confirmado. É importante mencionar que, ao perder o movimento voluntário de alguma parte do corpo, a sensibilidade também é perdida.
No entanto, isso não deve ser tomado como uma regra definitiva, pois há casos em que o movimento existe acompanhado de formigamento ou dormência nas extremidades. Quando isso acontece, é importante ter cautela no transporte do acidentado para que a lesão não se agrave. O mesmo serve para vítimas de intoxicação alcoólica, drogas ou traumas.
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PERFEITO.MUITOBOM.
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