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Mitos sobre libras: não é mímica e não é uma língua universal
Ao iniciar o contato com a Libras, muitas pessoas trazem ideias equivocadas que se espalharam ao longo do tempo. Esses mitos precisam ser desfeitos para que o estudante compreenda a verdadeira natureza da língua.
Dois dos mais comuns são: acreditar que a Libras é apenas uma forma de “mímica” e imaginar que existe uma língua de sinais única e universal.
Não é mímica
A Libras não deve ser confundida com gestos soltos ou encenações improvisadas. Embora utilize as mãos e expressões faciais, ela segue regras próprias de gramática e sintaxe, que organizam a comunicação de maneira estruturada.
Cada sinal possui forma específica, definida por parâmetros como configuração de mão, movimento e ponto de articulação. Assim, uma pequena mudança em um desses elementos pode alterar completamente o significado.
Diferente da mímica, que depende da interpretação do observador, a Libras transmite mensagens claras e compartilhadas pela comunidade que a utiliza.
Não é universal
Outro equívoco recorrente é pensar que todos os surdos do mundo usam a mesma língua de sinais. Na realidade, cada país possui a sua própria língua de sinais, desenvolvida a partir da história e da cultura de sua comunidade surda.
No Brasil, temos a Libras; nos Estados Unidos, existe a ASL (American Sign Language); na França, a LSF (Langue des Signes Française), entre outras. Essas línguas não são iguais entre si, assim como o português não é igual ao inglês ou ao espanhol. Portanto, aprender Libras significa aprender a língua visual utilizada no território brasileiro.
Compreender esses mitos é um passo importante para valorizar a Libras como língua legítima, respeitar a diversidade linguística existente no mundo e evitar preconceitos comuns que ainda circulam no imaginário social.