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As principais normas que regem a profissão de auxiliar de açougue


O trabalho em açougues é diretamente ligado à manipulação de alimentos de origem animal, o que exige o cumprimento rigoroso de normas e regulamentos criados para proteger tanto o consumidor quanto os trabalhadores. 

Essas regras determinam como as carnes devem ser manuseadas, armazenadas e comercializadas, além de estabelecer medidas de segurança e higiene no ambiente de trabalho.

Entre as principais normas que orientam o funcionamento de um açougue estão as da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e a NR-36, criada pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Cada uma dessas instituições possui responsabilidades específicas dentro da legislação que regula o setor.

A ANVISA é responsável por fiscalizar e regulamentar as condições sanitárias de estabelecimentos que manipulam alimentos. Suas normas tratam de aspectos como limpeza de superfícies, controle de pragas, higiene pessoal dos manipuladores e conservação de alimentos. 

Entre as principais referências está a RDC nº 216/2004, que define boas práticas para serviços de alimentação. Essa resolução determina, por exemplo, que o profissional deve manter unhas curtas, lavar as mãos com frequência e usar uniformes limpos. Também orienta sobre o controle de temperatura e a forma correta de armazenar produtos perecíveis.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), por sua vez, é o órgão que regula e fiscaliza os produtos de origem animal. Ele garante que a carne comercializada tenha passado por inspeção sanitária e esteja dentro dos padrões de qualidade exigidos. 

Um dos instrumentos mais conhecidos desse controle é o Serviço de Inspeção Federal (SIF), que confere o selo de qualidade aos produtos inspecionados em frigoríficos e abatedouros. Esse selo assegura ao consumidor que a carne foi produzida e processada de acordo com as normas de segurança alimentar.

Já a NR-36 (Norma Regulamentadora nº 36) trata especificamente da segurança e saúde no trabalho em empresas de abate e processamento de carnes e derivados.

Essa norma foi criada para proteger os trabalhadores de riscos comuns no setor, como cortes, esforços repetitivos, frio intenso e movimentação de cargas. Ela determina, por exemplo, o uso obrigatório de equipamentos de proteção individual (EPIs), pausas durante a jornada e condições ergonômicas adequadas para reduzir o risco de lesões.

De forma geral, essas normas têm um objetivo em comum: garantir que o trabalho no açougue seja seguro, higiênico e de qualidade. Cumpri-las não é apenas uma obrigação legal, mas também uma demonstração de profissionalismo e respeito ao consumidor. 

O auxiliar de açougue deve conhecer e seguir essas orientações no dia a dia, pois delas depende a confiança do público e a segurança dos alimentos que chegam à mesa das famílias.

Este artigo pertence ao Curso Auxiliar de Açougue

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