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Assistência à saúde no sistema prisional: como funciona e qual o papel do agente
O direito à saúde é garantido a toda pessoa, inclusive àquelas que estão privadas de liberdade. Isso está previsto na Constituição Federal, na Lei de Execução Penal (LEP) e em diversas normas do Sistema Único de Saúde (SUS). Por isso, o sistema prisional brasileiro conta com programas específicos de assistência à saúde, voltados tanto para a prevenção quanto para o tratamento de doenças dentro das unidades.
Esses programas fazem parte da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional (PNAISP), criada em 2014 pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Justiça.
Objetivos da assistência à saúde no sistema prisional
- Garantir acesso a serviços de saúde básicos e especializados aos presos;
- Prevenir doenças transmissíveis e crônicas;
- Promover ações de educação em saúde;
- Reduzir mortes evitáveis e sofrimento físico e mental;
- Integrar o atendimento dentro da prisão ao sistema público de saúde da cidade ou estado.
Como funciona a assistência à saúde dentro das unidades?
As unidades prisionais devem contar com Equipes de Saúde Prisional, compostas por profissionais como:
- Médicos clínicos;
- Enfermeiros e técnicos de enfermagem;
- Dentistas e auxiliares de saúde bucal;
- Psicólogos, assistentes sociais e farmacêuticos (dependendo da estrutura da unidade).
Essas equipes atuam dentro da unidade e prestam os primeiros atendimentos. Quando necessário, o interno pode ser encaminhado para hospitais públicos ou centros de referência fora do presídio, sempre com escolta e autorização judicial, quando for o caso.
Principais programas e serviços de saúde ofertados
Atendimento básico e emergencial
Consultas médicas, enfermagem, distribuição de medicamentos, curativos e atendimento de urgência.
Controle e tratamento de doenças transmissíveis
Campanhas de testagem e tratamento para tuberculose, HIV, sífilis, hepatites, COVID-19, entre outras.
Atenção à saúde mental
Apoio psicológico, acompanhamento de transtornos mentais e encaminhamento para serviços especializados, quando necessário.
Assistência odontológica
Atendimento básico de saúde bucal, prevenção de cáries, extrações, limpezas e orientação sobre higiene oral.
Pré-natal e cuidados com gestantes
Internas grávidas têm direito a acompanhamento médico, exames, alimentação adequada e, em alguns casos, à permanência com o bebê por período determinado por lei.
Educação em saúde
Palestras, campanhas e atividades educativas sobre higiene, prevenção de doenças e cuidados com o corpo.
Imunização (vacinas)
Acompanhamento da caderneta vacinal e aplicação de vacinas recomendadas pelo Ministério da Saúde.
Papel do agente penitenciário nesse processo
Embora não realize atendimentos médicos, o agente penitenciário é parte importante no funcionamento da assistência à saúde, pois:
- Identifica sinais de doenças ou alterações no comportamento dos internos;
- Encaminha os casos ao setor de saúde da unidade;
- Ajuda a organizar os deslocamentos para consultas ou exames externos;
- Colabora com a aplicação de medidas preventivas, como vacinação e isolamento de casos suspeitos.
O agente também pode atuar como multiplicador de informações, orientando os internos sobre hábitos de higiene, autocuidado e respeito às regras sanitárias da unidade.
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