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Quando e como trabalhar com intérprete de Libras
Em muitos contextos, a presença de um intérprete de Libras é indispensável para garantir que pessoas surdas tenham acesso à informação e possam participar plenamente da vida social. O intérprete atua como um mediador entre o português falado e a Libras, permitindo que a comunicação seja fluida e compreensível para todos.
Quando trabalhar com intérprete
A atuação do intérprete é necessária especialmente em situações que envolvem informações complexas, formais ou de responsabilidade. Alguns exemplos:
- Educação: em salas de aula, palestras, cursos e eventos acadêmicos.
- Saúde: durante consultas médicas, exames e atendimentos hospitalares.
- Justiça: em audiências, tribunais e procedimentos legais.
- Serviços públicos: em atendimentos bancários, cartórios ou repartições governamentais.
- Eventos e reuniões: em congressos, conferências e encontros institucionais.
Como trabalhar com intérprete
Fale diretamente com a pessoa surda
- O intérprete é apenas o mediador; o diálogo deve ser voltado à pessoa surda.
- Olhe nos olhos dela, não para o intérprete.
Organize o espaço físico
- O intérprete deve estar posicionado de forma que a pessoa surda veja simultaneamente o intérprete e o ambiente.
- A iluminação deve favorecer a visualização dos sinais.
Respeite o tempo de interpretação
- Lembre-se de que o intérprete precisa de alguns segundos para converter a fala em sinais ou os sinais em fala.
- Evite falar muito rápido ou sobrepor falas.
Use linguagem clara e objetiva
- Isso facilita o trabalho do intérprete e garante maior fidelidade na tradução.
- Evite jargões, frases muito longas ou termos ambíguos.
Confidencialidade e ética
- O intérprete segue um código de ética que garante sigilo sobre as informações tratadas.
- Trate-o como profissional responsável, valorizando seu papel.
O que evitar
- Não peça ao intérprete para “explicar” em vez de interpretar: o papel dele é traduzir, não opinar.
- Não trate o intérprete como interlocutor principal: a comunicação deve sempre priorizar a pessoa surda.
- Não interrompa constantemente, pois isso pode quebrar a fluidez da interpretação.
Exemplo prático
Imagine uma consulta médica:
- O médico fala com o paciente surdo, olhando para ele.
- O intérprete sinaliza o que o médico diz e depois traduz a resposta da pessoa surda para o médico.
- A interação acontece de forma natural, como se o intérprete fosse uma “ponte invisível”.