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Reescrita de proposições usando equivalências lógicas
A reescrita de proposições com base em equivalências lógicas é uma habilidade fundamental no raciocínio lógico. Trata-se de transformar uma proposição em outra que tenha o mesmo valor lógico, ou seja, que seja equivalente, sem alterar seu significado. Essa técnica é amplamente utilizada em provas de concursos para facilitar a resolução de questões que exigem interpretação, simplificação ou negação de proposições compostas.
Por que reescrever proposições?
Em muitas situações, a forma como uma proposição aparece pode dificultar sua análise. Ao reescrevê-la por meio de equivalências, é possível enxergar a estrutura lógica de forma mais clara, o que permite:
- Facilitar a construção de tabelas-verdade;
- Identificar erros de lógica em afirmações;
- Resolver questões por eliminação de alternativas incorretas;
- Aplicar negações ou simplificações corretamente.
Principais estratégias de reescrita
Para reescrever proposições de forma correta, é necessário conhecer as equivalências mais utilizadas. Veja abaixo como aplicar algumas delas na prática.
1. Reescrever condicionais com a contrapositiva
Como vimos anteriormente, a proposição condicional:
- Se p, então q (p → q)
Pode ser reescrita como:
- Se não q, então não p (¬q → ¬p)
Exemplo prático:
- Original: “Se o aluno estuda, então ele passa.”
- Equivalente: “Se ele não passa, então ele não estuda.”
2. Negar proposições compostas com as Leis de De Morgan
As Leis de De Morgan permitem negar proposições compostas corretamente:
- ¬(p ∧ q) ≡ (¬p ∨ ¬q)
- ¬(p ∨ q) ≡ (¬p ∧ ¬q)
Exemplo prático:
- Original: “Não é verdade que Pedro estuda e trabalha.”
- Equivalente: “Pedro não estuda ou Pedro não trabalha.”
3. Substituir bicondicional por duas condicionais
A bicondicional:
- p ↔ q
Pode ser reescrita como:
- (p → q) ∧ (q → p)
Exemplo prático:
- Original: “Joana virá ao evento se e somente se Carlos vier.”
- Equivalente: “Se Joana vier, então Carlos virá, e se Carlos vier, então Joana virá.”
4. Eliminar dupla negação
A dupla negação:
- ¬(¬p) ≡ p
Exemplo prático:
- Original: “Não é verdade que João não leu o livro.”
- Equivalente: “João leu o livro.”
Dica para concursos
Sempre que encontrar uma proposição mais longa ou complexa, observe se é possível aplicar alguma equivalência para deixá-la em uma forma mais simples.
Muitas questões cobram justamente essa capacidade de transformar uma proposição em outra equivalente. Isso é especialmente útil em questões de julgamento de verdadeiro ou falso e em perguntas que exigem a identificação de alternativas logicamente equivalentes.