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Registro de incidentes e redação de relatórios oficiais


O registro de incidentes e a redação de relatórios oficiais fazem parte das principais responsabilidades do controlador de acesso. 

Esses documentos servem como prova, auxiliam investigações e mantêm a gestão informada sobre tudo o que acontece no local. Por isso, devem ser claros, completos e objetivos.

A seguir, você aprenderá como registrar corretamente cada situação e como produzir relatórios profissionais.

1. Importância do registro de incidentes

Registrar incidentes é fundamental porque:

  • Documenta fatos que ocorreram no turno.
  • Cria um histórico confiável para consultas futuras.
  • Permite que supervisores tomem decisões com base em informações reais.
  • Auxilia em auditorias, investigações internas ou externas.
  • Protege o controlador, evitando dúvidas sobre sua conduta ou atuação.

Sem registros organizados, informações importantes se perdem, e a segurança do local pode ser prejudicada.

2. O que é considerado um incidente

O controlador deve registrar qualquer situação que foge da rotina normal. Entre os exemplos mais comuns:

  • Acesso negado por falta de credencial ou autorização.
  • Discussões, agressões verbais ou comportamento hostil.
  • Danos a patrimônio ou tentativa de vandalismo.
  • Entrada irregular de veículos ou pessoas.
  • Falhas em equipamentos de segurança (portões, câmeras, catracas).
  • Ocorrências médicas, quedas, mal súbito.
  • Atos suspeitos, como rondar áreas restritas ou tentar burlar o acesso.

Sempre que algo “não usual” acontecer, é melhor registrar do que omitir.

3. Informações essenciais para o registro

Para que um registro de incidente seja útil e confiável, deve conter dados básicos, como:

  • Data e hora exata do fato.
  • Local onde ocorreu.
  • Pessoas envolvidas (nomes, cargos, placa de veículo quando aplicável).
  • Descrição objetiva do que aconteceu.
  • Ações tomadas pelo controlador.
  • Consequência imediata do incidente.
  • Comunicações realizadas (para quem foi informado e quando).

Esses elementos deixam o relatório completo e reduzem chances de dúvidas.

4. Como descrever o incidente de forma objetiva

Um relatório deve sempre ser:

  • Claro: frases simples e diretas.
  • Objetivo: sem opiniões pessoais, julgamentos ou interpretações.
  • Cronológico: contar os fatos na ordem em que aconteceram.
  • Impessoal: o foco é o evento, não quem relata.

Exemplo de descrição objetiva:

“Às 14h32, na portaria principal, o visitante João Silva tentou entrar sem agendamento, alegando visita ao setor financeiro. Após consulta ao sistema, foi verificado que não havia autorização registrada. O acesso foi negado e o visitante se retirou sem incidentes.”

5. Erros que devem ser evitados

Para manter a qualidade e a credibilidade dos relatórios, evite:

  • Escrever frases vagas como “aconteceu uma confusão”.
  • Incluir opiniões, como “o visitante parecia nervoso demais”.
  • Fazer acusações sem prova, como “o morador estava bêbado”.
  • Exagerar ou minimizar fatos.
  • Usar abreviações que outros podem não entender.
  • Registrar informações sem ter certeza.

O relatório deve refletir apenas o que foi visto, ouvido ou verificado.

6. Estrutura simples de um relatório oficial

A estrutura pode variar conforme a empresa, mas geralmente inclui:

Cabeçalho

  • Nome do profissional
  • Data
  • Horário
  • Setor ou posto

Descrição dos fatos

  • Registro completo e cronológico do incidente

Providências adotadas

  • Ações tomadas pelo profissional
  • Pessoas informadas
  • Encaminhamentos feitos

Encerramento

  • Assinatura do controlador
  • Assinatura do supervisor (quando necessário)

Essa organização facilita a leitura e mantém o padrão dos documentos.

7. Registro eletrônico e físico

Dependendo do local, os registros podem ser feitos:

  • Em sistema eletrônico, como softwares de portaria ou aplicativos internos.
  • Em livros de ocorrência, mantidos na portaria.
  • Em formulários impressos específicos para cada tipo de incidente.

O controlador deve seguir exatamente o procedimento definido pela empresa e nunca duplicar registros sem necessidade.

8. Sigilo e proteção das informações

Informações registradas são documentos internos e devem ser tratados com cuidado:

  • Não comentar incidentes com pessoas não autorizadas.
  • Não enviar fotos, cópias ou resumos para terceiros.
  • Guardar o livro de ocorrências em local seguro.
  • Garantir que sistemas eletrônicos sejam acessados apenas com login autorizado.

O sigilo protege o controlador e mantém a integridade dos dados.

9. Relatórios como parte da cadeia de prova

Em casos mais graves, os relatórios podem ser usados:

  • Como evidência em investigações internas.
  • Para acionar autoridades.
  • Para comprovar a ação correta do profissional.

Por isso, a precisão é fundamental. Um bom relatório fortalece a segurança jurídica da empresa e do controlador.

Este artigo pertence ao Curso Controlador de Acesso

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