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Riscos microbiológicos em alimentos para pets e boas práticas de manipulação
Dietas cruas — conhecidas como “raw feeding” — vêm ganhando popularidade entre tutores, mas é importante entender que alimentos crus podem abrigar bactérias patogênicas que representam riscos à saúde do animal e também das pessoas da casa. Entre os micro-organismos mais preocupantes estão Salmonella e Listeria monocytogenes.
Riscos para os pets
Cães e gatos podem até apresentar maior resistência a alguns patógenos que nós, humanos, mas ainda assim podem sofrer:
- Diarreia, vômitos e febre em casos de infecção.
- Complicações graves em filhotes, animais idosos ou imunossuprimidos.
- Possibilidade de se tornarem carreadores assintomáticos, espalhando bactérias no ambiente.
Riscos para as pessoas
A manipulação de carnes cruas contaminadas pode expor tutores e familiares, principalmente crianças, idosos e pessoas imunocomprometidas, a doenças graves. Infecções por Salmonella e Listeria podem causar gastroenterite severa, febre alta e, em casos extremos, levar à hospitalização.
Boas práticas de manipulação
Caso o tutor opte por oferecer dieta crua, é indispensável seguir protocolos de higiene para reduzir riscos:
- Lavar bem as mãos com água e sabão após manipular carnes e utensílios.
- Separar utensílios (facas, tábuas) usados para preparar a comida do pet, evitando contaminação cruzada.
- Manter a carne congelada até o momento do preparo, descongelando na geladeira e nunca em temperatura ambiente.
- Limpar superfícies da cozinha com desinfetante seguro após o preparo.
- Descartar sobras após o tempo seguro de consumo para evitar proliferação bacteriana.
Com esses cuidados, é possível minimizar os riscos microbiológicos, embora eles nunca sejam completamente eliminados.
Por isso, muitos especialistas recomendam que tutores considerem dietas comerciais balanceadas e testadas para segurança microbiológica antes de adotar a alimentação crua.