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SINTOMAS DA HEMORRAGIA INTERNA
Os sintomas provocados por um sangramento dependem não só da origem, mas também da sua localização. Quando a hemorragia é externa, pode-se, facilmente, notar a sua presença pela exteriorização de sangue. A quantidade e intensidade depende do tipo de vaso afetado, bem como se a região afetada tem muitos vasos.
Cortes no couro cabeludo, por exemplo, causam mais sangramento, mesmo sendo pequenos, pois é uma região muito vascularizada. Porém, quando a hemorragia é interna, pode ser mais difícil de identificar. Felizmente, alguns sinais indicam a presença de uma hemorragia deste tipo, como:
Palidez e cansaço;
Pulso rápido e fraco;
Respiração acelerada;
Muita sede;
Queda da pressão;
Náuseas ou vômitos com sangue;
Confusão mental ou desmaios;
Muita dor do abdômen, que fica endurecido.
Uma das formas mais comuns de hemorragia interna é a cerebral, ou o acidente vascular cerebral (AVC), cujas particularidades veremos em unidade posterior. Existem, ainda, outros tipos de hemorragias internas que chegam a se exteriorizar, sendo as mais comuns as descritas a seguir:
Nas fezes, devido a uma lesão no intestino ou hemorróidas, por exemplo, a hemorragia digestiva baixa;
Na tosse, também conhecida como hemoptise, que acontece devido a infecções respiratórias, lesões nos pulmões ou câncer;
No útero, devido a alterações menstruais ou miomas;
Na urina, causado por infecções ou cálculos urinários;
No nariz, ou epistaxe, devido a espirros ou irritação da mucosa do nariz.
Na suspeita de uma hemorragia interna, deve-se procurar o pronto-socorro o mais rápido possível, para que sejam feitos os procedimentos ou cirurgias necessárias para que seja contida.
Quadro clínico da hemorragia
A hemorragia pode causar diferentes quadros clínicos, a depender de fatores como a quantidade perdida de sangue, velocidade do sangramento, estado prévio de saúde e idade da vítima. Com relação ao primeiro item, quanto mais sangue é perdido, maior a gravidade da hemorragia. A mensuração é estimada pela avaliação do acidentado:
Perdas de até 15% (750ml em adultos): raramente causam alterações e são compensadas pelo organismo. Ex: doações de sangue
Perdas entre 15% e 30% (entre 750 e 1.500 ml): normalmente, causam estado de choque, ansiedade, taquicardia, sede, pulso radial fraco, palidez, pele e suor frios, enchimento capilar lento e frequência respiratória maior que 20 por minuto.
Perdas acima de 30% (mais que 1.500 ml): choque descompensado com hipotensão, agitação, funções mentais alteradas, inconsciência ou confusão, taquicardia, sede, palidez, pele e suor frios, enchimento capilar lento, pulso radial ausente e taquicardia superior a 120 por minuto.
Perdas acima de 50% do volume sanguíneo: choque irreversível, PCR e morte
Atenção deve ser redobrada com relação a velocidade de perda sanguínea. Quanto mais rápida a hemorragia, menos eficientes os mecanismos compensatórios do organismo. É mais fácil suportar a perda de um litro de sangue, em horas, que tolerar a mesma quantidade em minutos.
Mais uma vez, a perda não pode ser medida, mas estimada conforme dados clínicos do acidentado. Os locais que apresentam maior frequência de hemorragia são tórax e abdome. Por isso, é necessário observar contusões, lesões e equimoses, especialmente sobre órgãos vitais. Destaque para fígado e baço, cujos sangramentos são mais graves.
Algumas fraturas, especialmente na bacia e fêmur, podem causar hemorragia interna graves e estado de choque. Por isso, é necessário observar extremidades que denunciem deformidades e dor, além de estabilidade pélvica. A distensão abdominal dolorosa, logo após o trauma, pode sugerir hemorragia interna.
Hemorragias internas podem se exteriorizar de diversas formas, como a hemoptise no tórax. O sangramento do esôfago, estômago e duodeno pode externalizar pela hematêmese (vômito com sangue) ou melena (evacuação de sangue). O socorrista deve priorizar o suporte da vida, principalmente as vias aéreas, até a chegada do socorro especializado.
Isso porque um leigo não tem muito o que fazer. É importante observar que a hemorragia recebe nomes diferentes conforme o lugar onde se manifesta ou o aspecto que apresenta. Quando é espontânea, pode significar uma doença grave. Se causada por traumatismo, é recomendável levar o acidentado a um hospital após os cuidados de primeiros socorros.
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