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Unidades de terapia intensiva e áreas críticas (atenções especiais)


As Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e demais áreas críticas do hospital são locais destinados a pacientes em estado grave, com maior risco de infecção. 

Nesses setores, qualquer falha na limpeza pode gerar consequências sérias para a saúde do paciente. Por isso, a atuação do Auxiliar de Limpeza Hospitalar deve seguir regras mais rigorosas, com atenção total aos detalhes.

Essas áreas incluem, entre outras:

  • UTIs adulto, infantil e neonatal.
  • Salas de isolamento.
  • Áreas de pacientes imunodeprimidos.
  • Salas de recuperação pós-anestésica.

Nesses locais, a prioridade é reduzir ao máximo a presença de microrganismos no ambiente.

Por que a limpeza é mais rigorosa nessas áreas

Pacientes internados em áreas críticas geralmente:

  • Possuem baixa imunidade.
  • Estão submetidos a cirurgias ou procedimentos invasivos.
  • Utilizam sondas, cateteres e respiradores.

Esses fatores aumentam muito o risco de infecções. A limpeza correta do ambiente contribui diretamente para a redução desse risco.

Organização antes de iniciar a limpeza

Antes de entrar na UTI ou em outra área crítica, o auxiliar deve:

  • Higienizar corretamente as mãos.
  • Vestir todos os EPIs exigidos para aquele setor.
  • Confirmar se há liberação da equipe de enfermagem para iniciar a limpeza.
  • Utilizar apenas materiais exclusivos da área crítica.

Nada deve ser improvisado nesses locais.

Superfícies que exigem maior atenção

Durante a rotina de limpeza, é necessário focar principalmente em:

  • Grades dos leitos.
  • Mesas de apoio.
  • Bombas de infusão (parte externa).
  • Monitores (parte externa).
  • Suportes de soro.
  • Maçanetas.
  • Interruptores.
  • Bancadas.
  • Piso ao redor do leito.

A limpeza dessas superfícies deve ser frequente, sempre com produtos desinfetantes indicados pelo serviço de controle de infecção.

Cuidados durante a limpeza do leito ocupado

Muitos pacientes permanecem todo o tempo no leito. Nesse caso:

  • A limpeza deve ser feita com o paciente presente.
  • Nunca se deve tocar nos equipamentos ligados ao paciente.
  • Todo movimento deve ser calmo e cuidadoso.
  • Respeitar as orientações da enfermagem.
  • Manter silêncio e discrição.

O objetivo é limpar o ambiente sem interferir no tratamento.

Controle de materiais e equipamentos

Os materiais usados nessas áreas não podem ser levados para setores comuns. Isso inclui:

  • Mops.
  • Panos.
  • Baldes.
  • Frascos de produtos.

Após o uso, tudo deve ser encaminhado para limpeza e desinfecção conforme a rotina do hospital.

Frequência da limpeza

Em áreas críticas, a limpeza ocorre:

  • Em horários programados ao longo do dia.
  • Sempre que houver sujidade visível.
  • Após procedimentos.
  • Após alta, transferência ou óbito do paciente.

A limpeza terminal nessas áreas é ainda mais detalhada e segue protocolo específico.

Conduta profissional em áreas críticas

A postura do auxiliar deve ser:

  • Silenciosa.
  • Discreta.
  • Respeitosa.
  • Atenta às orientações da equipe de saúde.
  • Rigorosa no cumprimento das normas.

Qualquer intercorrência observada durante a limpeza deve ser comunicada imediatamente ao responsável pelo setor.

Este artigo pertence ao Curso Auxiliar de Limpeza Hospitalar

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