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Como usar petiscos com propósito no treino e enriquecimento do pet
Petiscos não precisam ser apenas uma “guloseima”. Quando usados de forma planejada, eles se tornam ferramentas valiosas para treinamento, fortalecimento do vínculo e enriquecimento ambiental. O segredo está em escolher bem os tipos de petisco e controlar a quantidade, garantindo que a dieta do pet continue equilibrada.
Petiscos no treino
Durante o adestramento, recompensar o pet com algo saboroso aumenta a motivação e ajuda no aprendizado. Para não exagerar:
- Prefira petiscos pequenos e de baixa caloria, que possam ser oferecidos várias vezes sem ultrapassar o limite diário.
- Se necessário, quebre os petiscos em pedaços menores, mantendo o mesmo efeito de recompensa, mas com menor impacto calórico.
- Use parte da própria ração diária como recompensa, especialmente em cães ou gatos muito motivados por comida.
Petiscos para enriquecimento
O enriquecimento ambiental ajuda a reduzir o tédio, o estresse e comportamentos indesejados. Algumas formas de incluir petiscos:
- Brinquedos recheáveis, como Kongs, que podem ser congelados para prolongar o tempo de interação.
- Tapetes olfativos ou jogos de farejar, que estimulam o instinto de caça e mantêm o animal mentalmente ativo.
- Dispensadores de comida interativos, que incentivam o pet a trabalhar para obter o alimento, gastando energia.
Mantendo o equilíbrio da dieta
- Lembre-se da regra dos 10%: todos os petiscos oferecidos ao longo do dia não devem ultrapassar 10% das calorias diárias do animal.
- Ajuste a quantidade da ração principal caso use petiscos em maior volume naquele dia.
- Prefira opções nutritivas, como petiscos funcionais ou versões específicas para controle de peso, evitando produtos com excesso de açúcar ou gordura.
Quando usados de forma estratégica, os petiscos deixam de ser apenas “extras” e passam a contribuir para o bem-estar físico e mental do pet — sem comprometer a saúde ou favorecer o ganho de peso.