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Casos típicos de uso de dados na saúde: WhatsApp, e-mail, nuvem e relatórios


No cotidiano dos serviços de saúde, profissionais frequentemente usam grupos de WhatsApp, e-mails, nuvens e relatórios para compartilhar informações sobre pacientes e organizar o trabalho. Embora essas ferramentas sejam práticas, elas apresentam riscos de violação de privacidade se não forem usadas com atenção às normas da LGPD e aos princípios éticos.

Grupos de WhatsApp da equipe

Podem agilizar a comunicação sobre horários, escalas e acompanhamento de pacientes.

  • Riscos: divulgação inadvertida de dados pessoais ou sensíveis, compartilhamento de fotos de exames ou relatórios sem autorização.

Boas práticas:

  • Evitar incluir informações que identifiquem pacientes de forma detalhada.
  • Utilizar códigos internos ou iniciais quando for necessário mencionar alguém.
  • Limitar o grupo apenas a profissionais diretamente envolvidos no cuidado.

E-mail corporativo

É um meio seguro quando se utiliza contas institucionais e protocolos de segurança, como criptografia.

  • Riscos: enviar informações para endereços pessoais ou errados, aumentando a chance de vazamento.

Boas práticas:

  • Conferir destinatários antes de enviar dados de pacientes.
  • Evitar anexar documentos com informações sensíveis sem proteção.
  • Registrar comunicações relevantes no prontuário ou sistema interno.

Nuvem e sistemas digitais

Armazenar exames, relatórios e prontuários em nuvens permite acesso rápido e compartilhamento seguro, desde que a plataforma seja confiável e tenha controle de acesso e criptografia.

Boas práticas:

  • Usar senhas fortes e autenticação em dois fatores.
  • Garantir que apenas profissionais autorizados acessem os dados.
  • Manter backups protegidos e registros de acessos.

Relatórios internos

Documentos impressos ou digitais usados para gestão e pesquisa podem conter dados sensíveis.

Boas práticas:

  • Anonimizar informações sempre que possível, removendo nomes ou dados identificáveis.
  • Armazenar relatórios em locais seguros e destrui-los adequadamente quando não forem mais necessários.
  • Compartilhar apenas com pessoas autorizadas.

Exemplo prático:

Uma equipe de enfermagem precisa informar sobre resultados de exames urgentes. Em vez de enviar fotos com nome completo do paciente pelo WhatsApp, pode usar códigos internos no grupo e registrar o resultado no prontuário digital seguro.

Este artigo pertence ao Curso Ética na Saúde

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