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Os principais sinais de envelhecimento

Não tem para onde correr, até hoje não inventaram a fórmula da juventude eterna, por isso, precisamos aceitar que sim, o envelhecimento é um processo natural e que acontecerá com todos.

Atualmente, a estética entra no contexto da prevenção do envelhecimento da pele, especialmente quando ele ocorre de maneira prematura.

Os principais sinais de envelhecimento que podem ser facilmente notados são:

  • Rugas e linhas de expressão

Essas incômodas marcas podem aparecer em todo o rosto, desde a testa, ao redor dos lábios e nos olhos.

Os tão famosos bigodes chinês e pés de galinha começam a surgir à medida que o paciente envelhece, tendo em vista a perda de colágeno e elastina, que diminui a firmeza da pele.

  • Manchas escuras

A exposição ao sol ao longo da vida, desequilíbrios hormonais, estados de gravidez e o envelhecimento são os grandes vilões da pele quando o assunto é o aparecimento de manchas escuras.

  • Flacidez

A medida que a pele da face envelhece ela vai se tornando mais fina e menos firme, além disso, a viçosidade e vitalidade é perdida ao longo dos anos

  • Olheiras

Sem dúvidas a região dos olhos é uma das que mais sofrem com as consequências do envelhecimento.

Além das rugas, o seu paciente pode se queixar das olheiras, regiões escuras ao redor do dos olhos.

Tratamentos para a prevenção do envelhecimento da pele

Graças aos avanços da ciência e da tecnologia, existem diversos tratamentos estéticos que podem ser utilizados para prevenir o envelhecimento da pele.

Vejamos abaixo algumas das principais técnicas voltadas para a estética facial:

Limpeza de pele com hidratação

A hidratação é um fator básico e principal para manter a pele mais firme e brilhosa com saúde. 

Por isso, a  limpeza de pele com hidratação é indicada para todos os tipos de pele.

Para o protocolo anti-idade, a limpeza de pele higieniza de forma profunda os poros, facilitando a entrada de ativos no rosto.

Microagulhamento

Voltado especialmente para aumentar a firmeza da pele, o microagulhamento é uma técnica anti idade de excelência.

Nesse procedimento o esteticista realiza microperfurações na pele, com essas pequenas lesões, o corpo entende que é necessário produzir um novo colágeno.

Peeling

Também voltado para aumentar a firmeza da pele, o peeling de cristal é uma ótima técnica para fazer uma esfoliação intensa da pele, induzindo a síntese de colágeno.

Para a redução de manchas causadas pela idade, os peelings químicos também são utilizados nos tratamentos de prevenção ao envelhecimento. 

Discromias

Você já percebeu que existem infinitas cores de pele e essa caracterização ocorre devido a presença de quatro biocromos, sendo eles

  • carotenóides (amarelo)
  • hemoglobina reduzida (azul)
  • oxi-hemoglobina (vermelho)
  • melanina (marrom) 
A maioria dos seres humanos contam com esses 4 pigmentos, sendo distribuídas em proporções distintas, de forma a compor a cor da pele que conhecemos.

Sabe-se que a melanina é o principal determinante da coloração da pele, tendo as suas variações controladas a partir dos genes.

Por isso, existem diferentes cores da raça humana.

Quando pensamos no contexto da estética, é de suma importância compreender a presença das discromias.

Estas são as alterações na coloração da pele resultantes da diminuição ou do aumento da melanina na pele.

Hipomelanoses

Hipomelanose é caracterizada pela redução da melanina, o pigmento que dá a cor a pele, essa é uma das principais formas de hipocromia e hipopigmentação.

As hipomelanoses são  alterações dermatológicas que podem ser classificadas em três tipos:

    • Congênitas ou adquiridas;
    • Melanocitopênicas, caracterizada pela diminuição do número de melanócitos;
    • Melanopênicas, caracterizada pela diminuição da produção de melanina.
    Um dos exemplos mais conhecidos de hipomelanose é o vitiligo.

    Vitiligo

    O vitiligo é uma doença bastante frequente, acometendo pelo menos 1% de toda população mundial.

    Com uma maior incidência entre os 10 e 30 anos de idade, o vitiligo pode ocorrer tanto em homens quanto em mulheres sem distinção de cor ou etnia.

    O vitiligo é resultado de interações entre fatores ambientais, genéticos e imunológicos que podem levar à destruição dos melanócitos. 

    Nessa doença, o indivíduo pode apresentar manchas descoloridas assintomáticas na extensão do corpo, com formatos bem variáveis.

    Geralmente, as áreas mais acometidas são a face, pescoço, axilas, mãos, joelhos e dorso dos pés.

    Pacientes com vitiligo têm uma predisposição a sofrer com o fotoenvelhecimento precoce e risco de neoplasias malignas da pele.

    Além disso, esses indivíduos têm uma maior chance de desenvolver outras doenças autoimunes, como tireoidite de Hashimoto, doença de Graves, diabetes mellitus, anemia perniciosa, doença de Addison e síndrome endócrina múltipla. 

    Para o vitiligo existe uma série de tratamentos que podem ser utilizados, entre eles, podemos citar:

    • Fotoproteção;
    • Uso de maquiagem corretiva;
    • Uso de corticoides t´poucos para repigmentação;
    • Fotoquimioterapia tópica para as formas de vitiligo localizada;
    • Otoquimioterapia sistêmica (PUVA) voltados para os casos de vitiligo extenso para a repigmentação;
    • UVB Narrow-Band para os casos extensos, sendo mais segura que a PUVA;
    • Imunomoduladores tópicos para a repigmentação completa, especialmente na face;
    • Calcipotriol tópico em associação com o UVB Narrow-Band  para a repigmentação de lesões em todo o corpo;
    • Despigmentação como último tratamento, para os casos de vitiligo resistente aos outros métodos. Consiste no uso de fármacos que destroem os melanócitos, gerando uma despigmentação  definitiva;
    • Microenxertos autólogos, indicado para os casos em que ocorrem lesões localizadas e estáveis.
    Hipermelanose

    Por outro lado, a hipermelanose é caracterizada pela hiperpigmentação de algumas regiões da pele, podendo ser classificada em congênitas ou adquiridas, melanocíticas, com o aumento do  número de melanócitos ou como melanóticas, com o aumento da produção de melanina.

    Um dos exemplos clássicos de hipermelanose é o melasma.

    Melasma

    O melasma é uma hipermelanose adquirida, que é caracterizada por uma coloração que vai de coloração castanho-claro a escuro, podendo surgir principalmente em mulheres pardas.

    As manchas de melasma são uniformes, simétricas, de bordas bem definidas e irregulares, podendo ser desenvolvidas especialmente na região do rosto, na sua porção central.

    Existem diversas causas do melasma, sendo as mais populares a exposição solar, a gestação e o uso de anticoncepcionais orais.

    O diagnóstico clínico do melasma pode ser feito com o auxílio da Wood, uma técnica que permite que o melasma seja classificado nos quatro tipos abaixo:

    Epidérmico

    O melasma epidérmico apresenta uma cor mais acentuada quando exposto à luz de Wood. Essa também é a forma mais frequente de melasma nas mulheres.

    Dérmico: 

    O melasma dérmico não apresenta mudança na cor quando exposto à luz de Wood, não existe atenuação ou nenhuma mudança na cor.
    Misto

    No melasma misto existem algumas áreas que são atenuadas à luz de Wood.

    Inaparente

    Por fim, as lesões do melasma inaparentes podem ocorrer nas peles do tipo V ou VI, que são os fototipos mais pigmentados.

    Para o melasma, existe uma série de tratamentos que podem ser utilizados.

    Vejamos agora quais são eles:

    • Fotoproteção com o uso adequado do filtro solar;
    • Atualmente, o uso da hidroquinona é uma das formas de tratamento mais efetivas para o melasma. O paciente utiliza as preparações tópicas 1 a 2 vezes/dias e podem enxergar resultados após 6 a 8 semanas;
    • Com a associação da hidroquinona, tretinoína e dexametasona, a potência para o tratamento do melasma é maior. Essa combinação é conhecida como fórmula de Kligman e contém um maior risco de irritação.
    • Bastante conhecido na dermocosmética, o ácido azelaico é uma excelente alternativa à hidroquinona e tretinoína, tendo em vista que não causa fotossensibilidade.
    • A alternativa estética do uso de lasers e luz pulsada apresentam melhoras nos casos de melasma.


    Este artigo pertence ao Curso de Estética Facial Básico

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