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Falácias lógicas comuns em concursos


Falácias lógicas são erros de raciocínio que parecem válidos à primeira vista, mas não são. Em provas de raciocínio lógico, muitas questões exploram exatamente esse tipo de armadilha, exigindo que o candidato identifique quando um argumento parece correto, mas é falho.

Neste subtópico, você aprenderá a reconhecer algumas das falácias mais comuns cobradas em concursos, com explicações simples e exemplos práticos.

O que é uma falácia?

Falácia é um erro na estrutura do raciocínio. O argumento parece lógico, mas, ao analisarmos com calma, percebemos que há uma falha — e isso invalida a conclusão.

1. Afirmar o consequente

É quando se inverte a condicional.

Estrutura equivocada:

  • Se A, então B.
  • B ocorreu.
  • Logo, A ocorreu. (Errado!)

Exemplo:

  • Se chover, a rua ficará molhada.
  • A rua está molhada.
  • Logo, choveu.

➡ Falácia! A rua pode ter sido molhada por um caminhão-pipa, por exemplo. A conclusão não é garantida.

2. Negar o antecedente

Outro erro comum em condicionais.

Estrutura equivocada:

  • Se A, então B.
  • A não ocorreu.
  • Logo, B não ocorreu. (Errado!)

Exemplo:

  • Se Pedro trabalha, ele ganha dinheiro.
  • Pedro não trabalha.
  • Logo, ele não ganha dinheiro.

➡ Falácia! Pedro pode ganhar dinheiro de outras formas (aluguel, herança, etc.).

3. Falsa generalização

É quando se tira uma conclusão geral a partir de poucos casos.

Exemplo:

  • Conheci dois professores que não sabiam usar computador.
  • Logo, professores não sabem usar tecnologia.

➡ Falácia! Dois exemplos não são suficientes para generalizar uma classe inteira. É uma conclusão precipitada.

4. Apelo à emoção ou autoridade

Quando o argumento tenta convencer usando sentimentos ou a opinião de alguém, e não a lógica.

Exemplo (apelo à autoridade):

  • Esse argumento está certo porque o fulano, que é juiz, disse isso.

➡ O fato de uma pessoa ter autoridade não torna o raciocínio automaticamente válido.

5. Ambiguidade proposicional

Quando o enunciado permite interpretações diferentes, e o erro está em aceitar qualquer uma delas sem análise.

Exemplo:

  • Todos gostam de futebol.
  • (Quem são “todos”? Todo o mundo? Só a turma da sala? A frase é ambígua.)

➡ Questões com frases vagas podem esconder erros lógicos.

Dicas para evitar cair em falácias:

  • Analise se a conclusão realmente decorre das premissas.
  • Desconfie de raciocínios que apelam para sentimentos ou “autoridades”.
  • Evite generalizar com base em poucos exemplos.
  • Em proposições condicionais, tenha cuidado para não inverter ou negar as partes sem respaldo lógico.

Este artigo pertence ao Curso Raciocínio Lógico para Concursos

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