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Pele - Curso de Estética facial básico

Não tem como falar em estética facial sem conhecer a estrutura da pele, afinal, esse é o órgão de interesse e alvo dos procedimentos estéticos.

A pele é bastante complexa, sendo composta por diversos tecidos e células, o que torna essa estrutura altamente especializada.

A pele é responsável por revestir todo o corpo, tendo funções fundamentais para a vida, como a regulação térmica, barreira imunológica, sensibilidade e proteção do indivíduo.

A pele é responsável por impedir que os órgãos e estruturas internas sofram agressões exógenas, seja ela de natureza química, física ou biológica.

Você sabia que a pele é o maior órgão do corpo humano?

É isso mesmo! Ele representa cerca de 15% de todo peso corpóreo, podendo variar estruturalmente ao longo de sua extensão.

A pele é composta por três camadas: epiderme, derme e hipoderme.

Vejamos em detalhes sobre cada uma dessas estruturas:

Epiderme

A camada mais externa da pele é a epiderme, sendo composta pelo epitélio pavimentoso estratificado e queratinizado, de origem ectodérmica.

A espessura da epiderme pode variar ao longo do corpo, podendo medir de 0,04 a 1,5 mm de acordo com a topografia.

A maior parte da composição celular da epiderme são os queratinócitos, que são organizados em 4 camadas que estão sempre se renovando.

Essas camadas estão organizadas em uma superfície que é praticamente plana, com exceção de onde existem pregas cutâneas que precisam sofrer contrações e expansões.

A parte da base da epiderme tem um aspecto sinuoso, sendo formada por estrutura de cones epidérmicos.

Esses cones são projetados na derme, sendo intercalados com as papilas.

Essa configuração da epiderme permite que a derme tenha uma maior adesão, afinal, a superfície de contato se torna maior.

Com isso, as áreas tocam entre si para a troca de substâncias, em especial, para a epiderme, que necessita da nutrição derivada dos capilares dérmicos.

Vamos conhecer agora em detalhes sobre as 3 camadas da epiderme: basal, espinhosa ou Malpighiana e Granulosa:

População Queratolítica

  • Camada Basal

A camada basal é a mais profunda da epiderme e tem o seu limite na derme.

Essa camada celular geralmente é constituída apenas com uma camada de queratinócitos.

A camada basal possui citoplasma basófilo constituído de núcleos grandes, alongados e ovais.

  • Camada Espinhosa ou Malpighiana

Acima da camada basal temos a camada espinhosa ou Malpighiana. Formada por cerca de 5 a 10 camadas de queratinócitos, com achatamento na direção da superfície.

Essas células estão organizadas entre si e às células basais através dos desmossomos.

Essa junção complexa permite que exista uma maior resistência da pele aos traumas mecânicos.

  • Camada Granulosa

Acima da camada espinhosa há a camada granulosa, que é composta por cerca de 1 a 3 camadas de queratinócitos em formato de losango.

Na camada granulosa existem os componentes responsáveis pela morte programada das células, sendo um mecanismo necessário para a renovação celular.

Além disso, a camada granulosa forma a barreira superficial impermeável à água graças à presença de substâncias como involucrina, queratolinina e pancornulinas, por exemplo.

  • Camada Córnea

Finalmente, chegamos à última camada, que é a que visualizamos a olho nu, a superfície da pele, conhecida como camada córnea.

A espessura da camada córnea varia de acordo com o local do corpo e geralmente é maior na palma da mão e na planta dos pés.

A camada córnea apresenta a maturação completa dos queratinócitos, com células anucleadas e filamentos de queratina em uma matriz contínua revestida por membrana celular espessada.

População Não-queratocítica

  • Melanócitos

Os melanócitos são um tipo de células dendríticas que tem como função sintetizar o pigmento melânico, responsável pela cor que é dada na pele.

Os melanócitos estão localizados na camada basal, tendo os seus dendritos estendidos pela epiderme, de forma que tenha mais contato com os queratinócitos para transferir a melanina.

Tanto o melanócito quanto os e os queratinócitos se integram para gerar as unidades epiderme melânicas da pele.

A cada melanócito existem cerca de 36 queratinócitos disponíveis.

  • Células de Langerhans

As células de Langerhans fazem parte do sistema imunológico da célula, tendo como função apresentar antígenos às células T.

Essas células têm origem na medula óssea e se localizam na camada espinhosa da epiderme.

  • Células de Merkel

As células de Merkel são encontradas na pele das extremidades dos dedos, lábios e gengivas.

Essas células contam com grânulos intracitoplasmáticos com substâncias neurotransmissoras, além disso, possuem contato com as fibras nervosas da derme, sendo provavelmente mecanorreceptores.

  • Junção Dermoepidérmica

As células basais são conectadas em uma estrutura denominada membrana basal, bastante delgada e uniforme.

Essa zona da membrana basal tem como função oferecer a ancoragem e a adesão da epiderme com a derme.

Dessa forma, é possível manter a constante permeabilidade nas trocas entre estes dois componentes.

Além disso, a junção dermoepidérmica atua como filtro para a transferência de materiais, além de células inflamatórias e até mesmo de caráter neoplásico.

Nesse contexto, existem doenças que envolvem justamente a separação e a formação de bolhas na junção dermoepidérmica, como é o caso do lúpus eritematoso bolhoso.

Derme

Abaixo da epiderme temos a derme, uma camada formada por um estroma denso e fibroelástico de tecido conectivo.

Na derme existe a substância fundamental, um fator imprescindível que serve como suporte para as redes nervosas e vasculares dessa camada.

A derme é majoritariamente formada por colágeno, sendo esse composto responsável por um quantitativo entre 70 e 80% do constituinte total da derme.

Em seguida, o segundo componente mais abundante da derme é a elastina, com cerca de 1 a 3%.

A derme pode ser didaticamente dividida em 3 partes: papilar, reticular e derme perianexial.

  • Derme papilar

A derme papilar representa a porção delgada da derme, com uma maior vascularização,de forma a preencher todas as concavidades formadas pelas cristas epidérmicas.

Essa camada é constituída de fibras colágenas do tipo III e elastinas, organizadas em uma rede frouxa com mucopolissacarídeos ao redor.

  • Derme reticular

Possuindo a maior região da derme, a derme reticular é uma parte que é constituída de fibras colágenas do tipo I que estão entrelaçadas entre si.

Além disso, também são encontradas fibras elásticas em posições paralelas em direção à superfície da pele.

  • Derme perianexial

Por fim, a última camada é a derme perianexial, que se localiza na região dos anexos cutâneos.

Além dessas camadas, a derme ainda possui dezenas de populações celulares, como fibroblastos além das células do sistema imunológico.

  • Vascularização

A derme é responsável por suprir vascularmente toda a pele.

Por isso, essa camada é constituída por um plexo profundo conectado ao plexo superficial.

Para que tudo esteja conectado, esses plexos precisam estar dispostos paralelamente com a superfície cutânea.

Além disso, os plexos precisam estar ligados por vasos comunicantes organizados de forma perpendicular.

O plexo superficial está localizado na derme reticular, sendo composta principalmente por arteríolas que oferecem alças capilares que suprem até o topo de cada papila dérmica.

Por outro lado, o plexo profundo se localiza na parte da derme reticular e, ao contrário do plexo superficial, possui arteríolas e vênulas com paredes mais grossas.

Hipoderme

A camada mais profunda da pele é denominada hipoderme, sendo organizada em lóbulos de gordura.

Esses lóbulos são divididos por septos fibrosos de colágeno, local no qual estão os vasos sanguíneos, linfáticos e nervos.

A hipoderme tem como função absorver choques mecânicos e funcionar como isolante térmico para a pele.

  • Inervação

A pele é um órgão bastante enervado, principalmente pela presença de nervos motores autonômicos e por nervos sensoriais somáticos.

A parte autonômica da inervação da pele é composto por fibras simpáticas, sendo responsável pela ereção dos pelos, constrição vascular e secreção do suor.

Por outro lado, a inervação do sistema somático é responsável pelas sensações somáticas, como a dor, tato, pressão, calor e vibração.

Esses nervos possuem receptores especializados que podem ser divididos funcionalmente em mecanorreceptores, termorreceptores e nociceptores.

Anexos cutâneos

  • Unidade Pilossebácea

Essas unidades são compostas por uma haste pilosa circundada por bainha epitelial contínua com a epiderme.

Com exceção das regiões palmoplantares, nos lábios e glande, as unidades pilossebáceas podem ser encontradas em toda a superfície da pele.

A unidade pilossebácea é composta por glândula sebácea, musculatura lisa piloeretor e ducto excretor da glândula sudorípara apócrina.

É através da haste pilosa que o pelo é projetado para fora da pele, tendo a sua raiz presa no interior.

Na haste existe a cutícula externa, córtex intermediário e medula. 

Com relação a bainha epitelial, ela se divide em bainhas radiculares externa e interna. 

Em sua camada externa existe a continuidade das células da camada espinhosa da epiderme superficial.

Por outro lado, a camada interna é formada por outras três camadas: camada de Henle, camada de Huxley e cutícula.

Na unidade pilossebácea ainda temos as glândulas sebáceas que apresentam como função produzir todo o sebo, a famosa oleosidade na pele que conhecemos.

mas afinal, do que é formado o sebo?

O sebo é composto principalmente por ésteres de cera, óleo natural (esqualano), ésteres de colesterol e triglicérides. 

Essa combinação rica em lipídeos é secretada exócrinamente pelos ductos sebáceos na luz do folículo piloso, de forma a preencher a  superfície cutânea.

Se você acredita que a oleosidade da pele é algo ruim, você está muito enganado(a)!

O sebo é fisiologicamente essencial, tendo em vista suas funções como lubrificante natural do pelo, além de reter água e ação contra bactérias e fungos.

Essa substância lipídica pode ser encontrada em toda a pele, com exceção da região palmoplantar.

Com relação ao seu controle, ele ocorre de forma hormonal, através da ação de hormônios andrógenos.

  • Glândulas Sudoríparas Écrinas
As glândulas sudoríparas écrinas são anatomicamente organizadas como túbulos simples, contendo um segmento secretor enovelado que está situado na derme.

Além disso, os túbulos das glândulas sudoríparas contam com um duto reto que se estende até a superfície da pele.

As glândulas sudoríparas são inervadas por fibras simpáticas, tendo o neurotransmissor acetilcolina como mediador.

Essas glândulas écrinas podem ser encontradas em toda superfície cutânea, com exceção dos lábios, na base das unhas e na glande. 

As glândulas sudoríparas tem como função participar da regulação da temperatura corporal, produzindo suor em momentos de calor ou estresse.

  • Glândulas Sudoríparas Apócrinas
Ao contrário das glândulas sudoríparas écrinas, as glândulas sudoríparas estão presentes na epiderme e é componente da unidade pilossebácea.

Por isso, os seus ductos desembocam nos folículos pilosos. 

É possível encontrar essas glândulas nas axilas, escroto, prepúcio, pequenos lábios, mamilos, região perineal.

O corpo humano ainda desenvolve glândulas sudoríparas apócrinas de maneira modificada em três regiões: mamas, pálpebras e conduto auditivo externo.

O produto dessas glândulas é uma secreção viscosa e leitosa que tem em sua composição proteínas, carboidratos, lipídeos e amônio.

Fisiologia da pele

A pele é um órgão complexo, que conta com diversas estruturas que exercem funções essenciais para a sobrevivência do organismo. 

Listamos aqui algumas dessas estruturas e suas principais funções:

  • Estrato córneo
Tem como função impedir que exista a perda de água em camadas epidérmicas internas. Além disso, o estrato córneo protege a pele de lesões externas, de forma a não permitir que microrganismos patogênicos e agentes tóxicos atinjam as camadas mais internas.

  • Melanócitos
A radiação solar em excesso prejudica a função das células corporais, por isso, os melanócitos exercem o papel de proteger o organismo contra os efeitos indesejáveis dos raios ultravioleta.

  • Nervos dérmicos 
Para que possamos sentir o meio é necessário que a pele esteja inervada e é por isso que existem os nervos dérmicos em toda extensão corporal. 

  • Fibras colágenas e elásticas
Na derme, as fibras colágenas e elásticas têm como função oferecer as propriedades viscoelásticas e de resistência.

Dessa forma, a pele pode se proteger contra forças que possivelmente causaram rompimento. 

  • Rede vascular cutânea
Além das  glândulas sudoríparas écrinas citadas anteriormente, a termorregulação corporal também é realizada pela rede vascular cutânea, que tem como papel controlar o fluxo sanguíneo.

  • Célula de Langerhans
As células de Langerhans oferecem proteção imunológica do organismo, sendo úteis nas mais diversas reações imunológicas.

  • Queratinócitos
A presença da radiação ultravioleta e sua interação com os 7-deidrocolesterol nos queratinócitos formam a vitamina D3, um hormônio fundamental para a absorção de cálcio e fosfato.


Este artigo pertence ao Curso de Estética Facial Básico

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