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Perambulação e fugas na demência: como prevenir e agir com segurança

Entenda por que pessoas com demência perambulam ou tentam fugir e aprenda estratégias práticas para prevenir riscos e agir com segurança.


24 de julho, 2026 Saúde & Bem-Estar
24 jul 2026 · Saúde & Bem-Estar
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A perambulação é um comportamento comum em pessoas com demência e se caracteriza pelo ato de andar sem um objetivo claro ou de forma repetitiva. 

Em alguns casos, esse comportamento pode evoluir para tentativas de sair de casa ou de locais seguros, o que é conhecido como fuga. Essas situações exigem atenção constante, pois envolvem riscos importantes para a segurança da pessoa.

Compreender as causas desse comportamento é o primeiro passo para lidar com ele de forma adequada e preventiva.

Por que a perambulação acontece

A pessoa com demência nem sempre tem consciência de onde está ou por que está ali. Isso pode levá-la a caminhar em busca de algo que faça sentido para ela, mesmo que não seja lógico para quem observa.

Entre as principais causas, destacam-se:

  • Desorientação em relação ao tempo e ao espaço
  • Tentativa de retomar rotinas antigas (como “ir trabalhar”)
  • Ansiedade, inquietação ou agitação
  • Tédio ou falta de estímulos
  • Necessidades físicas não atendidas (fome, sede, dor, vontade de ir ao banheiro)
  • Efeitos colaterais de medicamentos

Esses fatores mostram que a perambulação, muitas vezes, é uma forma de comunicação. A pessoa está tentando expressar algo que não consegue dizer com palavras.

Riscos associados às fugas

Quando a perambulação evolui para fugas, os riscos aumentam significativamente. A pessoa pode se perder, sofrer acidentes ou se colocar em situações de perigo sem perceber.

Os principais riscos incluem:

  • Desorientação em locais desconhecidos
  • Quedas e acidentes
  • Exposição ao calor, frio ou chuva
  • Dificuldade de retornar para casa
  • Situações de vulnerabilidade social

Por esse motivo, a prevenção deve ser uma prioridade no cuidado diário.

Estratégias de prevenção

O ambiente e a rotina têm papel fundamental na redução da perambulação e das fugas. Pequenas adaptações podem trazer mais segurança e tranquilidade.

Algumas medidas eficazes incluem:

  • Manter portas e portões trancados ou com travas de segurança
  • Instalar sinalizações simples dentro de casa (como “banheiro” ou “quarto”)
  • Evitar ambientes confusos ou com muitos estímulos
  • Criar uma rotina estruturada ao longo do dia
  • Oferecer atividades que ocupem o tempo e a atenção
  • Garantir que necessidades básicas estejam sempre atendidas

Além disso, é importante observar em quais momentos a perambulação acontece com mais frequência, pois isso ajuda a identificar padrões e antecipar situações.

Como agir durante a perambulação

Quando a pessoa começa a andar de forma repetitiva ou demonstra intenção de sair, o cuidador deve agir com calma e sem confrontos.

As atitudes mais recomendadas são:

  • Abordar de forma tranquila e acolhedora
  • Evitar discutir ou contrariar diretamente
  • Redirecionar a atenção para outra atividade
  • Caminhar junto, quando possível, para garantir segurança
  • Utilizar frases simples e objetivas

Forçar a pessoa a parar ou repreendê-la pode aumentar a agitação. A condução deve ser sempre respeitosa e cuidadosa.

Medidas de segurança adicionais

Em casos de maior risco, é necessário adotar medidas complementares para proteger a pessoa.

Entre elas:

  • Uso de identificação com nome e telefone (pulseiras ou etiquetas)
  • Informar vizinhos sobre a condição da pessoa
  • Manter fotos atualizadas para eventual necessidade
  • Considerar dispositivos de localização, quando indicado

Essas ações não substituem o cuidado direto, mas funcionam como uma rede de proteção adicional.

O papel do cuidador

Lidar com perambulação e fugas exige vigilância, paciência e organização. O cuidador precisa estar atento aos sinais, compreender o comportamento e agir de forma preventiva.

Mais do que impedir o ato de andar, o objetivo é garantir segurança e bem-estar, respeitando os limites e as necessidades da pessoa com demência.

Este artigo pertence ao Curso Alzheimer e Demências para Cuidadores

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