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Principais escolas de pensamento na psicologia: conheça as abordagens


Ao longo da história da psicologia, diversas escolas de pensamento surgiram, cada uma com uma maneira distinta de entender o comportamento humano, a mente e os processos psicológicos. 

Essas escolas formaram as bases das teorias psicológicas modernas e continuam a influenciar o campo da psicologia até hoje. A seguir, vamos explorar algumas das principais escolas de pensamento que marcaram a história da psicologia.

1. Estruturalismo

O estruturalismo foi uma das primeiras escolas de pensamento na psicologia científica, fundada por Wilhelm Wundt e seu discípulo Edward Titchener no final do século XIX. 

O objetivo dessa escola era entender a estrutura da mente humana, ou seja, como ela era organizada e como os diferentes elementos da experiência sensorial se combinavam para formar a percepção consciente.

Para os estruturalistas, o foco estava na análise da consciência em seus componentes básicos, como sensações, sentimentos e imagens mentais. Eles utilizavam a técnica da introspecção, que consistia em observar e relatar, de maneira detalhada, os próprios processos mentais. 

Embora o estruturalismo tenha contribuído para a fundação da psicologia como uma ciência independente, a introspecção foi criticada por ser subjetiva e pouco confiável.

2. Funcionalismo

O funcionalismo surgiu como uma reação ao estruturalismo. Fundado por William James, o funcionalismo focava no estudo das funções da mente e como os processos mentais ajudam os indivíduos a se adaptarem ao ambiente. 

Ao invés de estudar apenas os elementos da consciência, os funcionalistas estavam interessados em entender o propósito dos processos mentais, como a percepção, a memória e o pensamento.

James e os outros funcionalistas acreditavam que a mente humana evoluiu para resolver problemas práticos e ajudar a espécie a sobreviver. 

Essa escola de pensamento também foi influenciada pela teoria da evolução de Charles Darwin, que enfatizava como os organismos se adaptam ao seu ambiente. 

O funcionalismo teve um grande impacto nas áreas de psicologia aplicada, como a psicologia educacional, a psicologia clínica e a psicologia organizacional, ao focar em como a mente pode ser usada para melhorar a adaptação ao mundo.

3. Behaviorismo

O behaviorismo foi uma das escolas de pensamento mais influentes na psicologia, especialmente no início do século XX. Fundado por John B. Watson e, mais tarde, desenvolvido por B.F. Skinner, o behaviorismo defendia que o comportamento humano poderia ser explicado sem recorrer a processos mentais ou a introspecção, focando apenas nas respostas observáveis aos estímulos do ambiente.

Para os behavioristas, a psicologia deveria ser uma ciência objetiva e empírica, que estudasse apenas o comportamento observável e mensurável. 

Eles acreditavam que os comportamentos eram condicionados através de processos de condicionamento — ou seja, as ações dos indivíduos eram moldadas por reforços ou punições, como demonstrado por Skinner em seus experimentos com ratos e pombos.

O behaviorismo foi crucial para o desenvolvimento da psicologia experimental, e suas ideias ainda são aplicadas em diversas áreas, como terapia comportamental, educação e treinamento de animais.

4. Psicanálise

A psicanálise foi fundada por Sigmund Freud no final do século XIX e tem sido uma das escolas de pensamento mais controversas e influentes na história da psicologia. 

Freud acreditava que a maior parte do comportamento humano é influenciada por forças inconscientes, ou seja, desejos e conflitos que as pessoas não estão cientes, mas que ainda assim moldam suas ações e sentimentos.

A psicanálise foca no estudo do inconsciente, dos sonhos, dos mecanismos de defesa e das experiências infantis. Freud propôs que muitas doenças mentais surgem devido a conflitos não resolvidos no inconsciente, e ele desenvolveu a psicoterapia psicanalítica como uma forma de tratar esses problemas, através da análise dos sonhos, da associação livre e da interpretação das transferências durante as sessões de terapia.

Embora as ideias de Freud tenham sido amplamente criticadas e modificadas, elas ainda influenciam áreas da psicologia, especialmente nas terapias que lidam com o inconsciente e nas teorias sobre o desenvolvimento infantil.

5. Gestalt

A escola da Gestalt, que teve início na Alemanha no início do século XX, foi uma resposta ao reducionismo das abordagens anteriores. Gestalt é uma palavra alemã que significa "forma" ou "configuração", e a principal ideia dessa escola era que "o todo é maior do que a soma das partes". 

Ou seja, a percepção humana não pode ser entendida apenas através da análise dos elementos isolados; é preciso considerar o contexto e a maneira como as partes se organizam para formar uma experiência completa.

Os psicólogos da Gestalt, como Max Wertheimer, Kurt Koffka e Wolfgang Köhler, estudaram como as pessoas percebem padrões, formas e objetos no ambiente. 

Eles identificaram diversos princípios de percepção, como a proximidade, a semelhança e a continuidade, que explicam como o cérebro organiza as informações sensoriais para formar uma percepção coerente.

Embora a Gestalt tenha perdido um pouco de popularidade ao longo do tempo, seus princípios ainda influenciam áreas como psicologia da percepção, terapia Gestalt e design gráfico.

6. Psicologia humanista

A psicologia humanista surgiu nas décadas de 1940 e 1950, com nomes como Abraham Maslow e Carl Rogers. Essa escola de pensamento foca na experiência humana, na autossuperação e no potencial de crescimento individual. 

Ao contrário das abordagens anteriores, que se concentravam em aspectos negativos, como patologias e comportamentos condicionados, a psicologia humanista se concentrava no lado positivo do ser humano, acreditando que todos têm a capacidade de se auto-realizar e alcançar seu pleno potencial.

Maslow, por exemplo, desenvolveu a hierarquia das necessidades, uma teoria que propõe que as necessidades básicas (como alimentação e segurança) devem ser atendidas antes de se buscar necessidades mais complexas, como a autorrealização. Rogers, por sua vez, enfatizou a importância de um ambiente terapêutico acolhedor e sem julgamentos para o crescimento pessoal.

A psicologia humanista teve um grande impacto nas abordagens terapêuticas, particularmente na terapia centrada na pessoa, e continua a influenciar práticas em áreas como educação, coaching e desenvolvimento pessoal.

Este artigo pertence ao Curso Introdução à Psicologia

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