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DEPRESSÃO
A depressão, uma doença que altera o estado de humor e causa uma sensação persistente de tristeza, é uma das condições mentais mais comuns entre os idosos, manifestando-se de acordo com as circunstâncias vividas. Os sintomas depressivos estão presentes em cerca de 15% da população idosa que vive com a família e está inserida na comunidade. Esse percentual pode dobrar em idosos institucionalizados em casas de repouso ou asilos.
Entre os pacientes hospitalizados por problemas de saúde, a prevalência de depressão pode chegar a quase 50%.
As pessoas que sofrem de depressão na terceira idade podem ser divididas em dois grupos:
- Aqueles que nunca tiveram depressão e passam a apresentar a doença. ● Aqueles com histórico de depressão ao longo da vida.
No primeiro grupo, o componente hereditário é menor e a depressão está mais associada às dificuldades do envelhecimento, como problemas cognitivos, quadros de demência, perda de papel social e limitações decorrentes de doenças físicas. O segundo grupo inclui pacientes com um histórico de episódios depressivos ao longo da vida, caracterizados por uma tendência à cronificação.
A depressão não tem uma causa única, podendo ser desencadeada por uma combinação de fatores biológicos, psicológicos e sociais. Além dos fatores relacionados ao envelhecimento, a depressão em idosos pode se manifestar por questões como afastamento da família, perda de papel social após a aposentadoria, morte do cônjuge e solidão. Limitações físicas e condições médicas, como AVC, infarto e doenças cardiovasculares, também podem contribuir para o desenvolvimento da depressão.
O tratamento da depressão em idosos requer cuidados especiais em comparação com adolescentes ou adultos. É necessário avaliar a condição de órgãos como fígado e rins, pois eles podem ser afetados pelo uso de antidepressivos. O metabolismo do idoso é mais lento, e as drogas são metabolizadas pelo fígado. Doses excessivas podem permanecer circulando no organismo por mais tempo, o que pode ser prejudicial.
As condições do cérebro também influenciam o tratamento, pois, na velhice, ele passa por um processo degenerativo, com diminuição do número de neurônios. Isso pode impactar o prognóstico e, em alguns casos, o idoso pode precisar de medicação contínua.
Maneiras de os cuidadores ajudarem idosos com depressão
O primeiro passo para combater a depressão é reconhecer os sintomas. Os cuidadores estão bem informados sobre o que observar e sabem como manter os idosos seguros, evitando fatores que possam contribuir para a depressão. Entre os sinais comuns da depressão estão:
- Sentimentos de tristeza, desesperança e solidão;
- Perda de peso ou mudanças nos hábitos alimentares;
- Problemas de sono (insônia ou excesso de sono);
- Irritabilidade;
- Sensação de apatia;
- Dificuldade de concentração nas tarefas diárias;
- Negligência do cuidado físico e da higiene;
- Pensamentos suicidas.
Embora a depressão possa ocorrer com frequência na terceira idade, os cuidadores estão preparados para lidar com seu impacto, ajudando até os idosos mais felizes a manterem sua saúde mental. Com esse conhecimento, os cuidadores tornam-se um recurso importante na prevenção e combate aos sintomas da depressão.
Cuidadores asseguram o tratamento adequado
Para combater a depressão, é importante que o idoso receba o tratamento adequado, mas nem sempre ele tem tempo ou disposição para isso. Mesmo os familiares que oferecem cuidados podem ter dificuldades em atender a todas as necessidades diárias. Com a presença de cuidadores, os idosos passam a receber assistência apropriada e estratégias específicas para a recuperação, como, por exemplo:
- Medicação: Os medicamentos são uma ferramenta valiosa para ajudar no controle e na recuperação da depressão. Tomados conforme prescrição, eles podem melhorar o foco e o bem-estar. Os cuidadores também ajudam os idosos a lidar com possíveis efeitos colaterais, garantindo que os medicamentos sejam administrados de forma segura.
- Nutrição: Alimentação saudável é essencial para prevenir doenças e manter o bem-estar, especialmente na velhice. A falta de saúde pode levar à depressão, por isso os cuidadores ajudam a preparar refeições nutritivas para aqueles que têm dificuldades em se levantar ou em ir às compras.
- Terapia: A terapia é uma das formas mais eficazes de tratar a depressão. Para garantir os melhores resultados, os idosos devem comparecer regularmente às sessões. Os cuidadores asseguram que eles cheguem pontualmente, ajudando na preparação e no transporte.
- Exercício: A atividade física é um grande aliado do humor, funcionando como uma forma de terapia para muitos. No entanto, a motivação ou acesso a exercícios adequados pode ser um desafio para os idosos. Os cuidadores incentivam e acompanham as atividades físicas, facilitando o alívio do estresse e o aumento do bem-estar.
- ● A companhia que faz a diferença: Com o passar dos anos, a solidão pode se tornar um fator determinante para a necessidade de cuidados especiais e tratamento da depressão. A presença de um cuidador pode melhorar significativamente a qualidade de vida, proporcionando atenção e companhia. Trabalhar em conjunto com cuidadores, familiares e amigos ajuda a criar uma rede de apoio que oferece companhia e torna o dia a dia dos idosos mais leve e agradável.
Este artigo pertence ao Curso Cuidador de Idosos
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